A partir da noite do dia 7 de outubro, data do primeiro turno das eleições, os vereadores eleitos começarão uma nova campanha, dessa vez pela presidência da Câmara. Os atuais membros do parlamento, embora não descartem a possibilidade, evitam declararem-se abertamente como candidatos ao cargo de líder da CMM, sob a alegação de que estão, primeiramente, focados no pleito que se aproxima.
Nos bastidores, especula-se sobre uma articulação que colocaria o vereador Arlindo Jr. (PPL) como um dos possíveis candidatos à presidência da Casa Legislativa. Embora declare que ainda não existam conversas nesse sentido, o representante municipal não descarta a possibilidade.
“Todo vereador tem esse direito. Eu não vou dizer que não (pretendo disputar a presidência) mas também não vou dizer que sim. Tem que primeiro ganhar a eleição né? Mas meu nome está aí”, declarou Arlindo Jr.
O líder da oposição ao prefeito na Câmara, vereador Elias Emanuel (PSB), também disse acreditar que ainda é cedo para especular qualquer conjectura com relação à presidência da Casa para a próxima legislatura. Na opinião do vereador, o processo natural de renovação do plenário e a escolha do novo prefeito terão um papel fundamental para a eleição do novo presidente.
“A renovação muitas vezes ultrapassa 50%, então, a partir dessa ótica, a maioria dos que votarão na composição da nova Mesa Diretora não se encontra na Câmara e só será conhecida no dia 7 de outubro. Apenas após o segundo turno, com o novo prefeito eleito é que se começa o ciclo de conversas. Hoje, qualquer conversa nesse sentido é chover no molhado”, explicou o líder do partido de Serafim Corrêa. Já o atual presidente, vereador Isaac Tayah (PSD), mudou o discurso. Se antes Tayah rechaçava qualquer chance de um novo mandato como líder do parlamento, agora ele sinaliza que poderá disputar a reeleição interna. Repetindo o discurso de Elias Emanuel, Isaac Tayah disse que por enquanto, além da própria eleição, a prioridade é dirigir os trabalhos legislativos.
“Primeiro, eu tenho que me eleger. Não quero saber de presidência agora. Na política nada se descarta. A gente precisa saber quem será o prefeito, quem serão os vereadores eleitos. Primeiro, eu tenho que me eleger. Às vezes, é uma necessidade do prefeito eleito convocar a base. Ainda não existe nem prefeito nem prefeita eleita, então tem muita coisa que pode acontecer daqui para lá. Nossa preocupação agora é comandar a Casa, terminar o mandato, ver o que acontece dia 8 de outubro” concluiu.
Presidência da CMM é vista com cautela pelos vereadores
Em: 12 de setembro de 2012
A partir da noite do dia 7 de outubro, data do primeiro turno das eleições, os vereadores eleitos começarão uma nova campanha, dessa vez pela presidência da Câmara
Redação
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