O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro das Cidades, Marcio Fortes de Almeida, assinaram ontem, em Manaus, com o governador Eduardo Braga, contratos que implicam na liberação de R$ 391 milhões em financiamentos, no âmbito do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), para obras de saneamento, habitação e construção de uma estação de tratamento de água para regularizar o fornecimento nas zonas norte e leste de Manaus.
A construção da nova estação, que vai beneficiar 150 mil famílias, está orçada em R$ 307,61 milhões e contará com financiamento federal de R$ 232,75 milhões e contrapartida do Governo do Estado do Amazonas de R$ 74,86 milhões. Do total previsto, R$ 20,8 milhões vão ser destinados à execução de 35 projetos do FNHIS (Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social).
ZFM
é um dever
Durante a inauguração de parte do trecho urbanizado no Igarapé Cachoeirinha, que faz parte do contrato assinado em 2003 entre Governo do Estado e Ministério das Cidades no âmbito do antigo programa Pró-Saneamento, atual Saneamento Para Todos, o presidente Lula disse esperar poder fazer muito mais, em parceria com o governador Eduardo Braga, para melhorar a qualidade de vida dos amazonenses.
Revelou, ainda, que no próximo dia 8 o governo federal vai lançar o Programa de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, que vai viabilizar a discussão do aproveitamento sustentável das riquezas naturais da região.
“Nessa região moram 25 milhões de brasileiros que também têm o direito de viver dignamente”, destacou, apontando a necessidade de se investir mais em pesquisas.
O presidente também fez questão de deixar claro que só fala mal da Zona Franca de Manaus quem não conhece e nunca colocou um pé no Estado do Amazonas. Ele disse, ainda, que no lançamento do novo Projeto de Políticas Industriais a região Norte será lembrada.
Zona Franca tem novas tecnologias
“A Zona Franca é um dever do Estado brasileiro, que precisa ter modelo diferenciado e apoio do governo federal para que continue a atrair novos investimentos de industriais não poluentes”, destacou, lembrando que o modelo conta com as chamadas indústrias limpas, que operam com tecnologia de ponta e têm contribuído de forma efetiva para a preservação da floresta amazônica.
Até
2010
Lula voltou a dizer, também, que é possível mudar o país com o trabalho e a soma de esforços das pessoas que querem o melhor para o país e lembrou que até 2010 vão ser investidos R$ 10 bilhões por meio do PAC.
“Vamos fazer o que for preciso para melhorar a vida das pessoas”, completou, destacando que a ministra Dilma Roussef, da Casa Civil, é a responsável direta pelo sucesso do programa.
Lula lembrou, ainda, que o Brasil já não é mais um “coitadinho” e já sabe andar com as suas próprias pernas e classificou de “sacanagem pura de quem não tem capacidade de competir com o Brasil” a “história” de que vai faltar alimento no mundo por conta da produção do biodiesel.
Água é promessa para o povo
Em breve discurso o governador do Amazonas, Eduardo Braga, pontuou as conquistas registradas no Amazonas desde 2003 com o apoio do governo Lula, e revelou que em agosto deste ano vai comemorar a entrega da casa de número 30 mil construída durante a sua administração.
“Antes, apenas 2.500 unidades habitacionais haviam sido construídas”, disse ele, destacando que o Amazonas saiu das páginas vermelhas e agora desponta nas páginas da esperança.
Braga lembrou, ainda, que naquele trecho do igarapé da Cachoeirinha moravam 1.800 famílias, que quando chovia perdiam tudo e tinham as suas vidas ameaçadas. Mas, graças ao trabalho realizado com o apoio do governo federal, hoje elas vivem uma nova realidade.
“O melhor resultado do nosso trabalho pode ser medido pelo sorriso e esperança de quem saiu daqui para uma vida melhor”, afirmou, assegurando que o Amazonas já não é mais a terra daqueles que usavam o povo como massa de manobra.
Investimentos
viabilizados
Um dos






