O presidente da BRF-Brasil Foods, José Antonio do Prado Fay, espera que a aprovação da fusão entre Sadia e Perdigão -associação que criou a BRF- seja aprovada no próximo ano.
“Mais do que uma perspectiva e um desejo, a aprovação da operação pelo Cade é uma necessidade”, disse o executivo a jornalistas após participar de cerimônia de comemoração de 30 anos de listagem no mercado de capitais brasileiro.
Segundo ele, a companhia aguarda a definição do processo no Cade para fechar o seu plano de investimentos para 2011. Em princípio, segundo ele, os aportes da companhia devem ficar em linha com o estimado para este ano, em torno de R$ 1 bilhão. “Em função da nossa possibilidade de crescimento, podemos mudar os planos”, disse Fay.
Fusão Sadia-Perdigão
A fusão entre Sadia e Perdigão foi anunciada em maio do ano passado. No final de junho deste ano, a Seae (Secretaria de Acompanhamento Econômico, ligada ao Ministério da Fazenda) recomendou a aprovação da fusão, mas com restrições, como o repasse a um concorrente, por pelo menos cinco anos, do direito de uso da marca Sadia ou Perdigão. Na ocasião, a BRF informou que lutaria por um posicionamento mais favorável do Cade.
Na noite da última sexta-feira, a BRF divulgou lucro líquido de R$ 190 milhões, queda de 10% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo o diretor financeiro da empresa, Lepoldo Saboya, o resultado foi influenciado por uma receita financeira atípica no terceiro trimestre de 2009, devido à apreciação cambial no período. Na comparação com o segundo trimestre, o lucro apresentou crescimento de R$ 58 milhões.
O Ebitda (lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização, na sigla em inglês) subiu 111% em relação ao terceiro trimestre de 2009, para R$ 614 milhões. A receita líquida avançou 8% na mesma comparação, atingindo R$ 5,7 bilhões entre julho e setembro deste ano.







