Presidente da GM diz que setor tem espaço para crescer em 2009

Em: 27 de outubro de 2008
O presidente da GM do Brasil e Mercosul, Jaime Ardila, disse que a restrição de crédito no país, reflexo da crise financeira internacional, não deve perdurar e que o setor automotivo tem espaço para crescer em 2009
O presidente da GM do Brasil e Mercosul, Jaime Ardila, disse que a restrição de crédito no país, reflexo da crise financeira internacional, não deve perdurar e que o setor automotivo tem espaço para crescer em 2009

O presidente da GM do Brasil e Mercosul, Jaime Ardila, disse que a restrição de crédito no país, reflexo da crise financeira internacional, não deve perdurar e que o setor automotivo tem espaço para crescer em 2009. “Minha expectativa é de que essa situação esteja normalizada nos próximos dois a três meses”, afirmou. A projeção do executivo é de que as vendas internas podem aumentar até 5% no próximo exercício.
Na opinião do executivo, uma boa alternativa para normalizar o crédito ao setor seria o governo permitir parcerias entre os bancos estatais e as financeiras. O executivo admitiu que os custos dos financiamentos subiram nos últimos meses e deverão continuar altos, assim como os prazos continuarão mais curtos – de no máximo 48 meses e que bancos e financeiras continuarão exigindo entrada nas operações de financiamento.
Ardila confirmou que o banco da montadora aumentou participação nos financiamentos de carros da marca neste último mês, mas não informou para quanto o porcentual foi elevado. Segundo ele, a empresa está oferecendo taxa de 0,99% ao mês para financiamentos de até 48 meses com 20% de entrada.
Em relação a 2008, Ardila disse que as vendas da empresa em outubro devem ficar estáveis em relação ao mesmo mês do ano passado. O executivo ressaltou que o resultado reflete a restrição do crédito ao consumidor final. A expectativa do executivo é de que o mercado encerre o ano com um volume entre 2,9 milhões e 3 milhões de unidades comercializadas. “Será mais um ano recorde de vendas para o Brasil”, afirmou, tentando afastar a relação de que a edição deste ano do Salão Internacional do Automóvel, seria o “Salão da Crise”.
O executivo admitiu que a demandam por automóveis será afetada caso a liquidez do mercado demore a se normalizar. Ele afirmou ainda que o plano de investimentos da empresa, que soma US$ 1.5 bilhão até 2012, está mantido e que a companhia continua negociando aportes adicionais com a matriz para o país. Ele garantiu que a empresa não planeja demitir no Brasil, mas admitiu que novas férias coletivas poderão ser concedidas para ajustar os estoques que, na sua opinião, não podem ultrapassar 30 dias de produção.
Segundo Ardila, as férias dadas aos empregados em outubro é reflexo de queda nas exportações para México e África do Sul.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar