O presidente da Vale do Rio Doce, Roger Agnelli, admitiu ontem que a mineradora poderá construir a nova siderúrgica do Pará sem parceiros. O executivo disse que o projeto básico da futura unidade ainda precisa ser terminado para que a Vale busque um sócio para o projeto. Mas ele ressaltou que a Vale pretende tocar o projeto, “com ou sem parceiros”.
“O projeto vai em frente sem parceiros. Não significa que a gente não vá buscar parceiros. Não precisamos de um parceiro, neste momento, para desenvolver o projeto. O que a gente precisa agora é ter um projeto que pare de pé, que tenha viabilidade econômica, que equacione questões de logística, com o porto e a eclusa. Na hora que isso tiver de pé, nós vamos parar e ver qual é o melhor parceiro desse projeto”, afirmou, depois de participar do 1º Encontro Nacional da Siderurgia, no Rio.
Agnelli acrescentou que é preciso que se crie infra-estrutura necessária para que o projeto possa sair do papel.
Atrair parceiros
A Vale tem atraído parceiros para projetos de siderurgia no país, como a CSA (Companhia Siderúrgica do Atlântico), no Rio, atuando sempre de forma minoritária. Ele ressaltou que a empresa não quer focar em siderurgia, e que só está participando desses projetos porque acredita que o país tem potencial para desenvolver a siderurgia. “O melhor lugar do mundo, hoje, para se produzir aço, é no Brasil.
O minério de ferro mais barato está aqui, as questões de logística estão sendo equacionadas e a siderurgia brasileira é a que mais margem tem no mundo”, comentou. Ao mesmo tempo em que cogita investir sozinha na siderurgia, Agnelli voltou a criticar a busca de empresas siderúrgicas por ativos na área de mineração. A siderurgia tem no minério de ferro a principal matéria-prima para a produção de aço.






