Presidente do BC argentino endurece postura contra o governo

Em: 17 de janeiro de 2010
O presidente do Banco Central da Argentina, Martín Redrado, mantido no cargo por medida judicial, endureceu sua postura no conflito que mantém com o governo de Cristina Kirchner e com diretores do BC ligados ao kirchnerismo
O presidente do Banco Central da Argentina, Martín Redrado, mantido no cargo por medida judicial, endureceu sua postura no conflito que mantém com o governo de Cristina Kirchner e com diretores do BC ligados ao kirchnerismo

O presidente do Banco Central da Argentina, Martín Redrado, mantido no cargo por medida judicial, endureceu sua postura no conflito que mantém com o governo de Cristina Kirchner e com diretores do BC ligados ao kirchnerismo. “Eles creem que me matam e eu creio que eles se suicidam”, afirmou Redrado nesta sexta-feira, cujo poder como presidente da autoridade monetária foi limitado, no dia anterior, por decisão da diretoria.
“Sou mais duro do que parece”, disse Redrado à imprensa local, de manhã, ao ser indagado sobre a norma que limita sua atuação à frente do BC. Por seis votos contra dois, os diretores decidiram que Redrado não poderá realizar nenhuma gestão internacional sem autorização da diretoria, nem representar o país nas negociações de reabertura da troca da dívida. Antes, a diretoria já havia desvinculado Redrado do comando da mesa de câmbio da instituição A partir de agora, Redrado só pode realizar viagens ao exterior com expressa autorização da diretoria.
Redrado parece não se dar por vencido. Ele afirmou que vai apresentar uma proposta ao juiz norte-americano Thomas Griesa, ainda nesta sexta-feira, para negociar a suspensão dos embargos impostos às contas do BC no Federal Reserve (FED), os quais o governo chegou a informar, na quinta-feira, que tinham sido suspensos. Segundo Redrado, as contas do BC serão descongeladas “nas próximas horas”.
Ele também afirmou que continua “no comando” do BC e defendeu a manutenção da autonomia da autoridade monetária e independência de critérios, os quais, conforme Redrado, são argumentos fundamentais para proteger as reservas internacionais “Se não fosse assim, não só as reservas depositadas no Fed correriam risco, mas todos os ativos argentinos em qualquer outra parte do mundo”, disse.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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