Presidente fala em sucessão e libera R$ 391 milhões do PAC para investimentos

Em: 6 de maio de 2008

O Brasil vive hoje um momento que pode ser considerado “mágico”. Com essa convicção, o presidente Lula passou ontem por Manaus em ritmo de campanha eleitoral, como vem fazendo em todos os Estados brasileiros onde o governo federal constrói obras do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento). Ao lado do governador Eduardo Braga e do prefeito Serafim Corrêa o presidente inaugurou obras e assinou contratos que garantem a liberação de R$ 391 milhões em financiamentos para o Estado.
O fato é que afora as grandes obras do governo militar, como a implantação do Distrito Industrial de Manaus e a construção do aeroporto Eduardo Gomes, nenhum outro presidente da República contribuiu com tantos recursos e dedicou tanta atenção ao Amazonas como Luiz Inácio Lula da Silva.
Os contratos do PAC assinados ontem em Manaus destinando recursos para obras de infra-estrutura, saneamento, habitação e abastecimento de água demonstram a importância que o Estado tem para Lula, seja pela resposta popular que obteve nas urnas na sua eleição e reeleição, quando alcançou 86% dos votos dos amazonenses, seja pela cada vez mais falada possibilidade de ele vir a se candidatar ao Senado pelo Amazonas nas próximas eleições.
Um dos pontos a destacar na visita do presidente é a construção da nova estação de tratamento de água de Manaus, orçada em R$ 307,61 milhões, com financiamento federal de R$ 232,75 milhões e contrapartida do Governo do Amazonas de R$ 74,86 milhões. A obra vai beneficiar 150 mil famílias, cerca de 750 mil pessoas e solucionar o grave problema de abastecimento das zonas mais populosas da cidade.
O presidente também demonstra estar sintonizado com o pensamento amazônico atual, ao confirmar a manutenção da Zona Franca de Manaus como modelo de desenvolvimento não poluente e a inclusão da região Norte no novo Projeto de Políticas Industriais do governo federal. Além disso, seu governo já tem pronto, para ser lançado amanhã, 8, o Programa de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia, para viabilizar o aproveitamento sustentável das riquezas naturais da região.
Quando afirma “a Zona Franca é um dever do Estado brasileiro, que precisa ter modelo diferenciado e apoio do governo federal para atrair novos investimentos não poluentes”, o presidente assegura que o Amazonas continuará contando com seu governo para promover o seu desenvolvimento de forma sustentável e segura.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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