O novo terminal de passageiros do Aeroporto Internacional de Cruzeiro do Sul (AC) –com arquitetura inspirada na cultura indígena e paisagismo com plantas nativas da Amazônia– comportará 300 mil passageiros por ano, cinco vezes mais do que a capacidade do antigo terminal.
A Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) e o governo do Estado do Acre investiram cerca de R$ 28,9 milhões na obra, sendo 85% da Infraero e 15% do Estado. Ontem, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, inaugurou o empreendimento, juntamente com autoridades federais e locais. A expectativa é de que compareçam cerca de 2.000 pessoas ao evento.
Durante coletiva na última segunda-feira, 27, o presidente da Infraero, Cleonilson Nicácio Silva, disse que o novo terminal tem capacidade de receber, com conforto, cerca de uma aeronave por hora, com cerca de 150 passageiros. “Poderíamos receber então até cerca de 1,3 milhão de passageiros ao ano”, declarou.
O edifício lembra uma habitação indígena, com piso em porcelanato e estrutura metálica. O estacionamento do terminal comportará 213 automóveis. A obra melhorou as condições de conforto, segurança e acessibilidade ao passageiro. “Considero uma obra magnífica, dentro do espírito de integração nacional”, avaliou o presidente da empresa.
O novo terminal do Aeroporto de Cruzeiro do Sul vai propiciar a potencialização de ligações internacionais de caráter sub-regional com o Peru, em apoio à integração econômica e turística. Além disso, há projeção de crescimento regional devido ao desenvolvimento do Estado do Acre e ao crescimento dos setores do comércio e da agropecuária.
Investimentos na Amazônia Legal
Na Amazônia Legal, a Infraero investirá cerca de R$ 117 milhões em melhorias nos aeroportos em 2009. Em 2009, a LOA (Lei Orçamentária Anual) previu R$ 1,454 bilhão para investimentos em todo o Brasil. Atualmente, a Infraero tem 49 empreendimentos no PAC (Plano de Aceleração do Crescimento). São investimentos feitos com base na demanda projetada para cada aeroporto e na visão estratégica do governo federal para o setor de aviação civil.







