Presidente prevê recuperação das vendas apenas no mês de dezembro

Em: 10 de outubro de 2011
O presidente da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall, disse que a montadora está com dificuldades para se adaptar à queda de vendas dos últimos meses Segundo ele, a empresa já eliminou as horas extras e prevê uma situação complicada até o fim do ano
O presidente da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall, disse que a montadora está com dificuldades para se adaptar à queda de vendas dos últimos meses Segundo ele, a empresa já eliminou as horas extras e prevê uma situação complicada até o fim do ano

O presidente da Volkswagen do Brasil, Thomas Schmall, disse que a montadora está com dificuldades para se adaptar à queda de vendas dos últimos meses Segundo ele, a empresa já eliminou as horas extras e prevê uma situação complicada até o fim do ano. “Estamos no limite das ferramentas de flexibilidade de jornada de trabalho, para sermos bem claros. Se o mercado não se recuperar, vai ser muito difícil”, afirmou, em entrevista coletiva, durante a apresentação no novo Design Center da fábrica de São Bernardo do Campo (SP).
Por enquanto, ele descarta a necessidade de demissões nas unidades da companhia no País. “Demissão é uma medida muito drástica, mas suspender ainda mais a produção pode ser complicado”, disse. A empresa ainda não definiu, mas prevê a adoção de férias coletivas no fim do ano para ajustar a produção e os estoques.
De acordo com Schmall, a queda na produção e nas vendas de veículos no País é consequência das medidas macroprudenciais adotadas pelo governo em dezembro de 2010. “A liquidez do mercado já não é a mesma. Foi uma medida necessária e acertada do governo para combater a inflação, mas, com menos liquidez, os bancos avaliam cada vez mais para quem vão emprestar o dinheiro e isso traz dificuldades para o cliente financiar o carro”, disse.
A esperança, segundo Schmall, é uma recuperação de vendas em dezembro, quando o mercado costuma acelerar. “Esperamos que esse movimento continue no ano que vem”, afirmou.
Para este ano, ele espera que o mercado de automóveis e comerciais leves no País cresça entre 4% e 5%. Para 2012, a expectativa é de uma elevação de 3% a 4%. A previsão de 2011, porém, se baseia no desempenho do mercado no primeiro semestre do ano.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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