Termina a greve dos vigilantes em Manaus, devido à intervenção do prefeito Arthur Neto durante reunião realizada na tarde de ontem. O Sindesp-AM (Sindicato das Empresas de Vigilância e Segurança Privada do Amazonas) aceitou a proposta de pagar ainda neste mês, o complemento de 10% de adicional de periculosidade para os mais de 10 mil vigilantes do Estado.
Segundo o presidente do Sindesp-AM, Orlando Guerreiro, os demais pleitos da categoria, previstos na Convenção Coletiva de 2013, como o tíquete alimentação e reajuste salarial, serão definidos a partir da próxima segunda-feira (18), com o avanço das negociações entre os sindicatos. Orlando esclarece que os vigilantes já recebem o incremento de 20% no salário referente ao risco de vida. “A nova lei estabelece o teto de 30%, por isso, o incremento para o trabalhador será de 10%”, disse.
Segundo levantamento do sindicato patronal, a greve teve adesão de apenas 2% dos trabalhadores, o que praticamente não casou transtornos nas agências bancárias, além do apoio dado pelo comando da Polícia Militar.
De acordo com o diretor do Sindevam (Sindicato dos Empregados em Empresas de Segurança e Vigilância de Manaus), Ângelo André Lima, os trabalhadores não aceitavam negociar em cima de um direito deles, já assegurado em lei, e que entrou em vigor no dia 10 de dezembro do ano passado, quanto foi promulgada a lei 12.740/12. E que agora com o acordo, ganha também a antecipação da data-base da categoria que foi alterada para o dia 1º de fevereiro. “A categoria saiu ganhando, foi satisfatória a negociação e agradecemos pelos vigilantes grevistas não sofrerem ação disciplinar por lutarem por seus direitos. A categoria se fez presente e conquistou essa vitória unida”, agradeceu Lima.
Repercussão
A volta do feriado prolongado de carnaval foi de apreensão para os bancários e clientes que encontraram dificuldade no acesso as agências bancárias devido à paralisação dos vigilantes iniciada na manhã de quarta-feira (13).
Segundo o presidente do Sindicato dos Bancários, Nindberg Barbosa as agências bancárias são proibidas de funcionarem sem vigilância efetiva. “Ficaram impossibilitadas de funcionar as agencias bancárias onde os vigilantes aderiram à greve. É mais um prejuízo para a população, que após um período de cinco dias consecutivos sem o serviço bancário, deparou-se com a greve dos vigilantes”, lamentou Barbosa.
Ontem, das 35 agências da Caixa no Amazonas, 13 permaneceram fechadas para atendimento ao público. A Caixa recomendou aos clientes a utilização dos canais alternativos da rede de atendimento, em caso de greve. O Banco do Brasil informou que três agências localizadas no Centro de Manaus sofreram um ‘arrastão’ de grevistas que impediram a entrada dos vigilantes em serviço.
As atividades comerciais transcorreram dentro da normalidade no Millennium Shopping, no Manaus Plaza o movimento foi moderado devido ao horário diferenciado após o carnaval, mas a greve dos vigilantes em nada interferiu por trabalharem com efetivo próprio, já no Amazonas Shopping o movimento foi intenso e a procura pelos serviços lotéricos aumentou devido ao não funcionamento da agencia da Caixa.
Empresários vão usar todos os meios para minimizar impacto da greve dos vigilantes, principalmente nos Bancos. A proposta apresentada pelo Sindesp-Am de iniciar o pagamento do adicional de periculosidade a partir do mês de abril foi rejeitada pelos trabalhadores que decidiram manter a greve, que já terminou após intermediação do prefeito de Manaus.






