O novo presidente da Previ, Ricardo Flores, assume esta semana o comando do maior fundo de pensão do Brasil com o desejo de colocá-lo na posição de “ator principal” do desenvolvimento do País.
O executivo demonstrou interesse em aumentar investimentos na área de infraestrutura, uma demanda do atual governo.
Mas fez questão de ressaltar que qualquer decisão de investimento seguirá os princípios de governança corporativa do fundo e as regras do setor.
“Esse será um dogma, do qual não vamos nos afastar nunca”, afirmou.
Para o executivo, a estrutura atual da fundação a deixa blindada contra uma eventual tentativa de ingerência política do governo.
Mas admitiu ver com tranquilidade a defesa feita ontem pela pré-candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, do uso dos fundos de pensão para garantir financiamentos aos projetos de infraestrutura.
Segundo ele, a Previ terá interesse em aplicar recursos em projetos que gerem benefícios para os participantes e também que sejam importantes para o desenvolvimento do Brasil.
“Não acredito que sejam coisas excludentes”, afirmou. E completou: “É desse modo que pretendemos trilhar”.
Flores destacou ainda que o País vive atualmente um momento único de grandes oportunidades, o que tem atraído inclusive o interesse de investidores estrangeiros, os quais têm aumentado consideravelmente nos últimos anos, por conta do crescimento econômico e da queda no risco-Brasil.
“Entendemos que o Brasil vive um momento positivo, quase independente da crise na Europa
“O executivo, porém, preferiu não se posicionar sobre temas polêmicos como as especulações em torno de uma consolidação de ativos no setor de infraestrutura, onde a Previ tem uma participação importante na CPFL e controla a Neoenergia.
A nova diretora se reuniu pela primeira vez hoje pela manhã e conversou com alguns jornalistas.
Durante o encontro, Flores elogiou a gestão de Sérgio Rosa, que permaneceu no comando da Previ por dois mandatos, e afirmou que pretende fazer uma administração integrada entre os dois diretores escolhidos pelo Banco do Brasil e três os eleitos pelos participantes.
“Depois que entramos fazemos parte de uma mesma equipe. Somos todos gestores da Previ”, afirmou.
Flores explicou que Sérgio Rosa tem mandato até 2011 na presidência do Conselho de Administração da Vale e que uma mudança não está em pauta no momento. “
Existe um mandato e existe um conselheiro, que aqui (Previ) e lá (Vale) fez um bom trabalho. Não é um assunto que está se debatendo.”
Questionado sobre o polêmico tema da distribuição do superávit da Previ, que é apontado como um dos motivos que levaram o Banco do Brasil a brigar este ano pelo comando do fundo, Flores afirmou que ainda precisa analisar o assunto com mais profundidade.
“Esse é um tema polêmico. Queremos tratar com muita tranquilidade”, concluiu.
Previ vai aumentar os inevstimentos em infraestrutura, diz novo presidente
Em: 1 de junho de 2010
O novo presidente da Previ, Ricardo Flores, assume esta semana o comando do maior fundo de pensão do Brasil com o desejo de colocá-lo na posição de “ator principal” do desenvolvimento do País
Redação
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