Proama deve ficar com Manaus Ambiental

Em: 17 de maio de 2013
O edital que o governo e a prefeitura devem lançar na semana que vem, para selecionar a empresa que vai administrar o Programa Águas para Manaus (Proama), vai conter itens que dificilmente atrairão grandes empresas para participar do certame
O edital que o governo e a prefeitura devem lançar na semana que vem, para selecionar a empresa que vai administrar o Programa Águas para Manaus (Proama), vai conter itens que dificilmente atrairão grandes empresas para participar do certame

O edital que o governo e a prefeitura devem lançar na semana que vem, para selecionar a empresa que vai administrar o Programa Águas para Manaus (Proama), vai conter itens que dificilmente atrairão grandes empresas para participar do certame. Entre eles está a distribuição do lucro – pelo que está acertado, o Estado vai ficar com 70%, o município com 10% e a vencedora com 20%. Outro problema: qualquer outra empresa, que não seja a Manaus Ambiental, vai amargar alguns meses de prejuízo no início do contrato, por conta dos investimentos necessários para ligar a adutora e a estação de tratamento do Puraquequara ao sistema de abastecimento. Logo, não é difícil deduzir que dificilmente a atual concessionária deixará de ser a única interessada na “disputa”.

Dívida

A justificativa para esta configuração na distribuição dos lucros está na necessidade de recuperar o investimento feito pelo Estado no Proama – algo em torno de R$ 350 milhões, dinheiro que veio por empréstimo do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES. A ideia é pagar o financiamento com a parte do lucro – 70% – que lhe caberia.

Sinal verde

Por falar em BNDES, mais um empréstimo do banco ao Amazonas está a caminho. A Assembleia Legislativa deu sinal verde para que o Estado assine um contrato de R$ 15 milhões, para reequipar e montar a nova sede da Fundação Televisão e Rádio Cultura do Amazonas. A emissora será digitalizada, vai expandir seu sinal para dez municípios do interior e se mudar para o prédio onde antes funcionava o Instituto de Pesos e Medidas do Estado, ao lado da sede do Tribunal de Justiça, no Aleixo.

Justificativa

O diretor técnico da TV Cultura, José Nilson de Oliveira, deu apenas a justificativa técnica para o empréstimo, informando que, a partir de 2016, as emissoras de TV do país terão que migrar do sistema analógico para o digital, sob pena de perder o sinal, mas ninguém disse ainda o que a sociedade vai ganhar, além do patrimônio, para justificar investimento tão significativo.

“Beneficiados”

Os municípios amazonenses que serão contemplados com o sinal da TV Cultura são Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Itacoatiara, Manacapuru, Coari, Tefé, Tabatinga, Maués, Parintins e Humaitá. “Com isso a emissora terá 2,6 milhões de atendimentos e cobrirá 71% do Estado”, disse Oliveira

Doação

A Assembleia Legislativa formou um grupo de trabalho para levantamento e tombamento de todos os bens inservíveis da Casa. A intenção é doá-los a instituições e até Casas Parlamentares do interior. São móveis e computadores ainda em condição de uso. “Não vamos doar bens que estejam danificados. Os bens que não tenham condições de uso vamos dar outro fim que não seja a doação”, garantiu o presidente Josué Neto (PSD).

Quadrilheiro

Tudo bem que o deputado Adjuto Afonso (PP) seja muito ligado às tradições juninas do bairro que é seu reduto eleitoral, o São Raimundo. Mas daí a apresentar – e a Assembleia Legislativa aprovar, por unanimidade –um projeto de lei estabelecendo o primeiro de junho como “Dia do Quadrilheiro Junino” vai uma distância muito grande. Ainda mais com este nome…

Bumbá

Um pouco melhor fez o deputado Francisco Praciano (PT), que requereu a realização, às 11 horas do dia 17 de junho, no plenário do Senado Federal, de Sessão Especial do Congresso Nacional em homenagem aos 100 anos dos bumbás Garantido e Caprichoso. Ainda bem que não caiu na tentação de criar o “Dia Nacional do Toadeiro”.

Inferno astral

O secretário de Produção Rural do Estado, Eron Bezerra, vive um período de inferno astral, depois que os dados apresentados por ele foram contestados por prefeitos presentes a audiências convocadas pelo governador Omar Aziz. Agora é o deputado José Ricardo (PT) quem quer informações sobre a elaboração das pesquisas que indicam aonde estão sendo desenvolvidas as principais culturas agrícolas.

Sem técnicos

José Ricardo lembra que o próprio Eron avisou, há dias, que o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas, responsável pela assistência técnica a produtores, não tinha previsão de realizar concurso público para o preenchimento de vagas no seu quadro de pessoal. “Ora, se não tem gente especializada, como são feitas essas pesquisas divulgadas pela organização?”, ponderou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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