O edital que o governo e a prefeitura devem lançar na semana que vem, para selecionar a empresa que vai administrar o Programa Águas para Manaus (Proama), vai conter itens que dificilmente atrairão grandes empresas para participar do certame. Entre eles está a distribuição do lucro – pelo que está acertado, o Estado vai ficar com 70%, o município com 10% e a vencedora com 20%. Outro problema: qualquer outra empresa, que não seja a Manaus Ambiental, vai amargar alguns meses de prejuízo no início do contrato, por conta dos investimentos necessários para ligar a adutora e a estação de tratamento do Puraquequara ao sistema de abastecimento. Logo, não é difícil deduzir que dificilmente a atual concessionária deixará de ser a única interessada na “disputa”.
Dívida
A justificativa para esta configuração na distribuição dos lucros está na necessidade de recuperar o investimento feito pelo Estado no Proama – algo em torno de R$ 350 milhões, dinheiro que veio por empréstimo do Banco de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES. A ideia é pagar o financiamento com a parte do lucro – 70% – que lhe caberia.
Sinal verde
Por falar em BNDES, mais um empréstimo do banco ao Amazonas está a caminho. A Assembleia Legislativa deu sinal verde para que o Estado assine um contrato de R$ 15 milhões, para reequipar e montar a nova sede da Fundação Televisão e Rádio Cultura do Amazonas. A emissora será digitalizada, vai expandir seu sinal para dez municípios do interior e se mudar para o prédio onde antes funcionava o Instituto de Pesos e Medidas do Estado, ao lado da sede do Tribunal de Justiça, no Aleixo.
Justificativa
O diretor técnico da TV Cultura, José Nilson de Oliveira, deu apenas a justificativa técnica para o empréstimo, informando que, a partir de 2016, as emissoras de TV do país terão que migrar do sistema analógico para o digital, sob pena de perder o sinal, mas ninguém disse ainda o que a sociedade vai ganhar, além do patrimônio, para justificar investimento tão significativo.
“Beneficiados”
Os municípios amazonenses que serão contemplados com o sinal da TV Cultura são Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Itacoatiara, Manacapuru, Coari, Tefé, Tabatinga, Maués, Parintins e Humaitá. “Com isso a emissora terá 2,6 milhões de atendimentos e cobrirá 71% do Estado”, disse Oliveira
Doação
A Assembleia Legislativa formou um grupo de trabalho para levantamento e tombamento de todos os bens inservíveis da Casa. A intenção é doá-los a instituições e até Casas Parlamentares do interior. São móveis e computadores ainda em condição de uso. “Não vamos doar bens que estejam danificados. Os bens que não tenham condições de uso vamos dar outro fim que não seja a doação”, garantiu o presidente Josué Neto (PSD).
Quadrilheiro
Tudo bem que o deputado Adjuto Afonso (PP) seja muito ligado às tradições juninas do bairro que é seu reduto eleitoral, o São Raimundo. Mas daí a apresentar – e a Assembleia Legislativa aprovar, por unanimidade –um projeto de lei estabelecendo o primeiro de junho como “Dia do Quadrilheiro Junino” vai uma distância muito grande. Ainda mais com este nome…
Bumbá
Um pouco melhor fez o deputado Francisco Praciano (PT), que requereu a realização, às 11 horas do dia 17 de junho, no plenário do Senado Federal, de Sessão Especial do Congresso Nacional em homenagem aos 100 anos dos bumbás Garantido e Caprichoso. Ainda bem que não caiu na tentação de criar o “Dia Nacional do Toadeiro”.
Inferno astral
O secretário de Produção Rural do Estado, Eron Bezerra, vive um período de inferno astral, depois que os dados apresentados por ele foram contestados por prefeitos presentes a audiências convocadas pelo governador Omar Aziz. Agora é o deputado José Ricardo (PT) quem quer informações sobre a elaboração das pesquisas que indicam aonde estão sendo desenvolvidas as principais culturas agrícolas.
Sem técnicos
José Ricardo lembra que o próprio Eron avisou, há dias, que o Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas, responsável pela assistência técnica a produtores, não tinha previsão de realizar concurso público para o preenchimento de vagas no seu quadro de pessoal. “Ora, se não tem gente especializada, como são feitas essas pesquisas divulgadas pela organização?”, ponderou.







