A Procuradoria recomenda a imediata abertura de sindicância para apurar os fatos. A operação, deflagrada no último dia 2, desmantelou um esquema de fraude a licitações nos Correios. Entre os documentos entregues está uma lista encontrada nos computadores de ex-funcionários da ECT.
Segundo o Ministério Público, a lista contém informações sobre o provável pagamento de propina por diversas empresas. As investigações apontam ainda a existência de direcionamentos de licitações, pagamento de propina a partidos políticos e a funcionários dos Correios, especificações viciadas, com prejuízos ao patrimônio público, e prestação de informações falsas.
De acordo com a Procuradoria, um dos maiores problemas é a falta de controles internos mais eficazes, principalmente quanto à gestão documental dos procedimentos de contratação. Além disso, para o Ministério Público, a insuficiência numérica de auditores e a inexistência de órgãos específicos de auditoria nas diretorias regionais podem facilitar as fraudes.
A ação da PF ocorreu no Rio de Janeiro, Distrito Federal, São Paulo e Pernambuco e cumpriu 25 mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisões temporárias, expedidos pela 10ª Vara da Justiça Federal do DF.
A Operação Selo foi uma continuação das investigações iniciadas com o escândalo que envolveu Maurício Marinho, ex-chefe de departamento dos Correios. O escândalo veio à tona em maio de 2005, quando uma reportagem da revista “Veja” revelou trechos de uma fita de vídeo que mostrava Marinho descrevendo um esquema de fraude em licitações na estatal. Na fita, ele recebia R$ 3 mil de propina e afirmava que as negociatas se davam com o respaldo do então deputado federal Roberto Jefferson (PTB). Acuado, Jefferson decidiu sair para o ataque contra o governo federal. Em entrevista à Folha, no início de junho do mesmo ano, denunciou um suposto esquema de pagamento de mesada a parlamentares da base aliada em troca de apoio político – o mensalão.
Procuradoria recomenda abertura de sindicância para investigar “esquema”
Em: 9 de agosto de 2007
Para acelerar eventuais punições administrativas, o MPF-DF entregou ao ministro das Comunicações, Hélio Costa, e ao presidente da ECT, Carlos Henrique Custódio, informações sobre as investigações da ‘Operação Selo’, da PF.
Redação
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