Produção de bicicleta no PIM tem alta de 17,8% no semestre

Em: 13 de julho de 2019
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A indústria de bicicleta no PIM (Polo Industrial de Manaus) fechou o primeiro semestre com uma alta de 17,8% de sua produção em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo dados da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similare), divulgados ontem (11), foram fabricadas cerca de 391 mil unidades. O número atingiu as expectativas do setor que já prevê para o segundo semestre cerca de 160 novos postos de trabalho.

“A contratação está acontecendo nesse momento, nosso segmento de bicicleta está no segundo ano consecutivo de expansão em duplo dígito. Esse período agora no primeiro semestre do ano com quase 18%.  E eu posso afirmar que até agora nesse mês de julho uma de nossas associadas, que é a Caloi, está agregando neste momento 160 funcionários para apoiar esse período de sazonalidade porque o portfólio dela é muito sazonal. Todas as quatros principais associadas estão tendo uma grande expansão na sua produção”, afirmou o vice-presidente de bicicletas da Abraciclo, Cyro Gazola. 

Em junho deste saíram das linhas de montagens 58.467 bicicletas, que corresponde uma alta de 14,8% em relação a ao mesmo mês do 2018, quando produziu 50.929 unidades. De acordo com Gazola, esse foi o melhor resultado para junho desde 2016, quando foram produzidas 64.338 unidades. Em relação a maio, houve queda de 20,2% (73.299 unidades).

De acordo com Gazola, uma das principais razões para o aumento da produtividade está ligado ao aumento do acesso e disponibilidade ao crédito, a aplicação de tecnologia e inovação nos produtos – que garantem qualidade, segurança e eficiência para o desempenho dos ciclistas – e o aumento da infraestrutura com o surgimento de diversas ciclovias em todos os estados. Ele acredita, que o resultado dos seis primeiros meses do ano trazem boas expectativas para o setor no segundo semestres. 

“Hoje vendas de bens duráveis estão muito ligadas em todos os canais de distribuições que nós fazemos ao crédito. Então, desde o início da redução das taxas de juros no ano passado e os bancos começando a ofertar crédito tem sido relevante, nós temos segmentos de bicicletas que dependem hoje 50% das vendas de bikes associadas a crédito. Todas as associadas do PIM nunca investiram tanto em renovação industrial, automação, plataformas os e os lançamentos de produtos. Nunca tivemos no ápice da tecnologia e inovação tão grande de produtos. Além disso, as ciclovias e ciclofaixas tem impactado o negócio em todo Brasil”, disse. 

Gazola se mostrou bastante animado com a possibilidade da prefeitura de Manaus investir em novas infraestruturas de ciclovias na cidade. Para ele, a iniciativa será fundamental para alavancar ainda mais a produção e o desempenho do setor de bicicletas no PIM.

“Acredito que em breve o prefeito de Manaus Arthur Neto deve está falando sobre todo um novo projeto ligado a infraestrutura cicloviária aqui em Manaus, e nós estamos como associação apoiando, temos o interesse de ver Manaus com uma infraestrutura melhor, mais interligada, mais expansiva, ligada ao ciclismo da cidade. Isso também é determinante para os nossos resultados”, disse.

De acordo com a projeção da Abraciclo, a previsão é que até o fim de 2019 sejam fabricadas 857 mil bicicletas, uma alta de 10,8 em relação ao ano passado, que produziu 77.641 unidades.

Resultado por categoria

No primeiro semestre, a categoria Mountain Bike teve 53% de participação da produção total, com 207.336 mil unidades. Na sequência, surgem as categorias Urbana com 33,8% (132.387 unidades; infanto-juvenil com 11,9% ( 46.559); Estrada com 1% (3.796) e Elétrica com 0,3% (1.110). Segundo a Abraciclo, a categoria Mountain Bike vem crescendo, devido a sua maior utilização em áreas urbanas, apesar de sua aplicação como veículo off-road.

Em junho, as posições foram mantidas com a Mountain Bike atingindo 25.394 unidades, alta de 3,4% em relação a maio. Em seguida estão as categorias Urbanas, com 18.549 unidades, alta de 28% em relação a junho de 2018 que fabricou 14.490 bicicletas. Em relação a maio, houve uma queda de 35,2%, onde foram vendidas 28.609 bicicletas.

A infanto-juvenil obteve o terceiro lugar com 13.721 unidades fabricadas, um crescimento de 19,7% em relação a junho do ano passado (11.460 unidades) e de 54,4% em relação a maio deste ano (8.886 unidades). Na sequência veio a categoria Estrada, com 737 unidades, volume de 75.1% superior ao mesmo mês de 2018 (421 unidades) e 48,3$ maior que maio (497 unidades). A categoria Elétrica passou a ser incluída no ranking mensal da Abraciclo e atingiu 66 unidades fabricadas. Um aumento de 69,2% em relação a maio (39 unidades).

Importação e Exportação

Segundo a Abraciclo, no primeiro semestre foram importadas 24.432 bicicletas em todo território nacional, correspondendo um recuo de 53,5% ante as 52.561 unidades registradas em junho de 2018. China, Taiwan e Portugal representam os principais mercados importadores. Em junho, o número de importação chegou a 3.695 unidades no Brasil.

De janeiro a julho, foram 8.792 bicicletas exportadas, representando um aumento de 186,8% ante as 3.066 unidades registradas no mesmo período do ano passado. A Argentina continua sendo o principal destino dos produtos com 41,5% de participação (3.650 unidades), seguido de Chile (2.615 unidades e 29,7%) e Paraguai (787 unidades e 9%).

 

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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