O Amazonas aumentou sua produção de derivados de petróleo em 0,78% na passagem de abri para maio deste ano, passando de 1,28 milhão para 1,38 milhão de barris, segundo estatística mais recente da ANP (Agencia Nacional do Petróleo). Na comparação do acumulado dos cinco primeiros meses deste ano com igual período de 2009, o crescimento foi de 9,62% contabilizando 6,15 milhões de barris (2010) contra 5,61 milhões (2009)
Coube ao óleo combustível o melhor desempenho no comparativo do acumulado, com acréscimo de 78,7% sobre o resultado alcançado nos cinco meses iniciais de 2009. Querosene de aviação (+26,2%), óleo diesel (14,3%), gasolina (+10,1%) e asfalto (+1,4%) ocuparam as posições seguintes do ranking de produtos da Reman (Refinaria de Manaus). O único derivado a apresentar resultado negativo foi o GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), com retração de 11,7%.
Expansão econômica
Na avaliação do diretor da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Flávio Dutra, o crescimento é produto da continuidade do processo de expansão econômica e do maior acesso a bens duráveis. Ele observa, por exemplo, que a frota de veículos do Amazonas, e de Manaus e em particular, vem crescendo a cada dia.
“A refinaria de Manaus está se adequando, na medida do possível, a uma nova demanda, pois sabe que existe comprador certo. Portanto, investe em mais produção para suprir este mercado, que tem se constituído crescente e promissor”, avaliou Dutra.
O secretario executivo de geodiversidade da SDS (Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável), Daniel Nava, explicou que o crescimento é conseqüência das perspectivas futuras para o Estado, por possuir a segunda maior bacia brasileira.
“O Amazonas possui a segunda maior bacia brasileira, só perdendo para Campos (RJ), e 15% das reservas naturais, sendo a maior bacia continental do mundo. Por estar localizado em uma região extremamente rica, como é a bacia do Solimões, empresas como a Petrobras e a estrangeira HRT, sabendo do potencial existente na região, estão investindo de forma significativa em suas produções, com o objetivo de suprir as necessidades do mercado local”, ponderou.
Nava observou que as reservas naturais do Amazonas são muito expressivas. Por isso, o Governo do Estado, por meio da Seplan (Secretaria Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico), juntamente com a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), estão fazendo estudos para melhor explorar estas reservas.
O secretario lembrou também que a Petrobras já anunciou investimentos de R$ 4,5 bilhões na região para os próximos cinco anos, mais precisamente nas regiões de Carauari (a 702 km de Manaus, em linha reta), Tefé (a 525 km) e Tapauá (a 450 km). O aporte se deve ao grande potencial inexplorado dos municípios, que contam com 15% da reservas naturais do Amazonas.
Procurada pela reportagem do Jornal do Commercio, a Reman preferiu não falar de números. Segundo sua assessoria de imprensa, a empresa não pode se pronunciar sobre o assunto, uma vez que está passando por um período de pré-capitalização e teme impactar a valorização de suas ações junto á Bolsa.






