O verão no Amazonas pretende ser de muitas cilindradas, pelo menos se depender do polo de duas rodas, cuja produção de 154.714 unidades, em agosto, contra 127.297 motocicletas em julho, fechou com aumento de 22%. Os dados foram divulgados pela Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares), que ainda apontou crescimento de 14% nas vendas de agosto em comparação com o mês anterior.
O diretor executivo da Abraciclo, Moacyr Alberto Paes, explicou que não houve necessariamente crescimento, mas uma adequação dos volumes de produção e vendas com o total de emplacamento. O executivo lembrou que a rede de concessionários esperou baixar os estoques para então efetivar a renovação das linhas, fato que explica o aumento de pedidos para o comércio fechar agosto com alta de 14% em relação a julho. “Foram 140.702 unidades comercializadas contra 122.736 motos vendidas em julho. Mesmo assim, não podemos dizer que houve aumento efetivo da produção, mas um ajustamento da produção com a situação de mercado consumidor”, frisou.
Ainda com relação ao varejo, Paes afirmou que os números de agosto devem ser inferiores se comparados aos da indústria, porém superiores aos do mês de julho. O representante preferiu não arriscar projeções para o último quadrimestre, mas lembrou que as estimativas feitas pela Abraciclo já apontavam uma recuperação gradativa neste segundo semestre. “E esses números se mostraram corretos, já que o mercado tem reagido de forma positiva, embora o polo de duas rodas tenha sofrido perdas sensíveis”, considerou.
Incentivos garantiram desempenho
O gerente institucional da Moto Honda da Amazônia, Mário Okubo, entretanto, mostrou-se bem mais otimista com relação ao futuro do mercado de duas rodas para este ano, quando lembrou os incentivos para reaquecer o mercado, como isenções em impostos e liberação de financiamentos públicos. “Essa é uma boa recuperação para o setor e se deve principalmente a ações pontuais dos governos estadual e federal aplicadas no momento certo”, afirmou o executivo, em nota enviada por sua assessoria de imprensa.
Para o economista da Fecomércio/AM (Federação do Comércio do Estado do Amazonas), José Fernando Silva, de fato as intervenções das esferas governamentais parecem começar a dar resultados, embora o mercado ainda se ressinta de maior facilidade para financiamento de produtos. “O financiamento para motofrentistas, por meio da Caixa Econômica Federal, está liberado mas ainda não ocorreram efetivações de negócios que pudessem ser sentidos no varejo. Mas, a isenção da Cofins segue até o fim deste mês e acreditamos que será uma grande oportunidade dos consumidores comprarem suas motos a preços mais vantajosos”, finalizou.







