Produção de óleo no Estado deve alcançar média de 60 toneladas

Em: 14 de dezembro de 2007
O evento que reuniu no auditório da Reitoria da UEA (Universidade do Estado do Amazonas), representantes do governo do Estado
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O evento que reuniu no auditório da Reitoria da UEA (Universidade do Estado do Amazonas), representantes do governo do Estado

Óleos vegetais –de andiroba, tucumã, murumuru, buriti, copaíba e castanha extraídos da floresta amazônica- que alimentam a indústria de cosméticos devem atender uma demanda de 60 toneladas em 2008. A estimativa é do engenheiro florestal, Valdelino Cavalcante, presidente da ADS (Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas), durante a 1ª Oficina promovida pelo órgão para discutir o processo de produção, comercialização e de melhorias dessa cadeia produtiva.

O evento que reuniu no auditório da Reitoria da UEA (Universidade do Estado do Amazonas), representantes do governo do Estado, empresários (compradores regionais e nacionais) e extratores teve como ponto alto o resultado da rodada de negociações fechada com a compra de 27 toneladas de produtos pelas empresas paulistas Beraca e Surya além das amazonenses Pronatus, Magama e Gotas e Cheiros. A matéria-prima de cosméticos será fornecida por cinco associações dos municípios de Lábrea, Manicoré, Presidente Figueiredo, Carauari além de Manaquiri que está em fase de experimentação.

A exemplo do setor agropecuário, os produtos extrativistas foram inseridos na política de governo voltada para a exploração responsável de várias cadeias que antes eram executadas de forma isoladas. A observação é do ex-presidente da extinta Agência de Floresta, Malvino Salvador, ao assegurar que hoje existe um programa de governo voltado para o desenvolvimento de várias cadeias produtivas entre elas, o extrativismo. “A partir de 2003, os incentivos do governo enxergaram no extrativismo uma oportunidade de geração de emprego e renda por meio do aproveitamento de um enorme potencial”, afirmou.

Mas, apesar da retomada da produção de óleos vegetais e das expectativas otimistas do governo, empresários e extratores, identifica-se alguns entraves que dificultam o processo de comercialização da cadeia. É que a ausência de uma política forte que proteja tanto os empresários quanto os fornecedores da matéria-prima abriu precedentes para alguns oportunistas usarem de má-fé na quantidade do produto utilizado. Por exemplo, segundo João Tezza, diretor de Negócios Florestais da ADS, confirmou-se que em um xampu que deveria obter 25% de óleo de andiroba só tinha 0,3% do produto.

Para corrigir essas distorções, o segmento assinou durante o evento uma carta aberta ao presidente Lula, sobre a política de desenvolvimento das cadeias produtivas dos óleos vegetais amazônicos. Na carta, o segmento solicita ao Presidente agilidade e um novo procedimento do novo PPB (Processo Produtivo Básico) para a indústria de biocosmético e políticas claras de geração de incentivos fiscais para as empresas aqui instaladas.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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