A produção industrial subiu em sete das 14 regiões pesquisadas em abril, na comparação com o mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na média nacional, a indústria apresentou alta de 1,1% na mesma base de comparação.
As principais altas foram verificadas em Espírito Santo (7,1%), Goiás (2,3%), Rio Grande do Sul (2,3%) e Ceará (1,7%). Houve crescimento ainda, embora menor do que a média nacional, nas produções de São Paulo (1%), Minas Gerais (0,6%) e Santa Catarina (0,5%).
Em abril, a produção industrial do Amazonas registrou recuo na comparação com o mês imediatamente anterior (-5,0%), na série livre de influências sazonais, acumulando perda de 13,4% entre dezembro e abril. O índice de média móvel trimestral se mantém há sete meses em queda, com perda acumulada de 19,0% nesse período.
Em relação a abril de 2008, a retração de 21,1% foi a sexta taxa negativa consecutiva neste tipo de comparação. Sete dos onze segmentos contribuíram negativamente para a queda de 21,1% na média global, com destaque para material eletrônico e equipamentos de comunicações (-37,2%), outros equipamentos de transporte (-34,4%) e alimentos e bebidas (-15,1%). Os principais impactos positivos vieram de máquinas e equipamentos (32,3%) e edição e impressão (10,8%).
Retração no 1º quadrimestre chega a 19,8%
A produção do primeiro quadrimestre do ano foi 19,8% inferior a de igual período do ano passado, e acentua o ritmo de queda iniciado no último quadrimestre de 2007. O indicador acumulado nos últimos doze meses, em trajetória descendente desde o mês de setembro (8,3%), atingiu -5,6% no mês de abril.
Na comparação com abril do ano passado, a atividade industrial caiu em todas as 14 regiões analisadas. Na média nacional, a indústria teve retração de 14,7% na mesma base de comparação.
Além da elevada base de comparação, contribuiu para o resultado negativo o fato de abril de 2009 ter tido um dia útil a menos do que o mesmo mês do ano anterior.
No acumulado do primeiro quadrimestre, a produção industrial também caiu em todas as regiões analisadas. As maiores quedas foram verificadas no Espírito Santo (-30,3%), Minas Gerais (-23,5%) e Amazonas (-19,8%).







