A produção industrial do Amazonas recuou 4,5% no primeiro quadrimestre do ano, o quarto pior resultado entre os Estados pesquisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O desempenho do mês de abril foi ainda pior, com queda de 5,8% em relação a março e 11,8% na comparação com abril do ano passado, a maior queda desde março de 2011, quando a produção industrial desacelerou 14,6%. Dessa forma, o resultado de abril deu ao Amazonas, a última colocação entre as 14 localidades apuradas.
Nove das onze atividades registraram queda na produção em abril, entre elas, equipamentos de transporte (-19,4%), material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-9,9%) e máquinas e equipamentos (-29,8%). As reduções significam desaceleração na fabricação de motocicletas e suas peças, telefones celulares, televisores, aparelhos de ar-condicionado e fornos de microondas. Apenas os setores de alimentos e bebidas e de produtos químicos obtiveram bons resultados com crescimento de 3,9% e 46,2%, respectivamente.
Já no acumulado do ano, oito atividades anotaram retração. A principal foi a indústria de máquinas e equipamentos, com recuo de 21,4% causado pela queda na produção de aparelhos de ar-condicionado, fornos de microondas, motocicletas e suas peças, DVDs, relógios, preparações em pó e em xarope para elaboração de bebidas e lâminas de barbear.
Os três ramos que apontaram crescimento foram o refino de petróleo e produção de álcool (13,8%), produtos químicos (37,8%) e material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (1,1%), com a produção de gasolina automotiva, o primeiro setor, oxigênio, no segundo, e de televisores no terceiro.
Brasil
No Brasil, a produção industrial caiu 2,8% entre janeiro e fevereiro deste ano. Sete dos 14 locais pesquisados registraram queda. As maiores reduções de ritmo foram observadas no Amazonas (de 7,8% no acumulado do período em 2011 para -4,5%), seguido do Rio de Janeiro (de -1,8% para -7,5%) e do Paraná (de 11,6% para 6,2%).
Em abril, a retração foi de 0,2% frente a março e de 2,9% na comparação com abril do ano passado.







