Produção recua 7,2% no ano

Em: 10 de outubro de 2012
A produção industrial no Amazonas recuou 7,2% no acumulado do ano até agosto, segundo dados do IBGE divulgados na terça-feira
A produção industrial no Amazonas recuou 7,2% no acumulado do ano até agosto, segundo dados do IBGE divulgados na terça-feira

A produção industrial no Amazonas recuou 7,2% no acumulado do ano até agosto, segundo dados do IBGE divulgados na terça-feira (9). Este fato foi atribuído ao desempenho negativo do setor de duas rodas no Polo Industrial de Manaus, quando a produção de motocicletas caiu 8% no primeiro quadrimestre do ano, desestabilizando os setores que compõem a cadeia produtiva.
A indústria de outros equipamentos de transporte (-17,3%) exerceu a maior influência negativa no resultado global, vindo a seguir os impactos registrados por material eletrônico, aparelhos e equipamentos de comunicações (-6,9%), máquinas e equipamentos (-19,1%), edição, impressão e reprodução de gravações (-12,1%), equipamentos de instrumentação médico-hospitalar, ópticos e outros (-10,6%) e refino de petróleo e produção de álcool (-11,4%). Nessas atividades sobressaíram, respectivamente, os recuos na produção de motocicletas e suas peças (-8,1%); telefones celulares; aparelhos de ar-condicionado e fornos de micro-ondas; discos de vídeo (DVD); relógios; e gasolina automotiva, óleo diesel e outros óleos combustíveis. Por outro lado, os dois ramos que apontaram crescimento na produção foram: alimentos e bebidas (7,2%) e produtos químicos (21,3%), impulsionados pela maior fabricação de preparações em xarope e em pó para elaboração de bebidas e refrigerantes, no primeiro setor, e de oxigênio no segundo.
A média nacional registrada em agosto recuou 2,0%, na comparação com agosto de 2011, para produção industrial, inclusive no Amazonas com recuo de 4,6%. O principal impacto negativo sobre o total da indústria foi observado no setor de outros equipamentos de transporte (-21,0%), pressionado pela queda de fabricação no setor de duas rodas. Por outro lado, o setor de alimentos e bebidas influenciou positivamente em (29,4%) a média global da produção industrial no Amazonas.
No índice acumulado nos últimos 12 meses, verificou o recuo de 2,9% no total nacional, até em agosto de 2012, prosseguiu com a trajetória descendente iniciada em outubro de 2010 (11,8%) e assinalou a taxa negativa mais intensa desde janeiro de 2010 (-5,0%). Em termos regionais, o Amazonas ficou fora da lista de oito dos 14 locais pesquisados, que também mostraram taxas negativas, com destaque para as perdas observadas no Rio de Janeiro (-4,9%), São Paulo (-4,8%), Santa Catarina (-4,2%), Ceará (-3,6%) e Espírito Santo (-3,5%), enquanto Goiás (7,0%), Paraná (3,9%) e Pernambuco (3,8%) assinalaram as principais expansões.

Avanço local

Apesar da queda no acumulado, em agosto o Amazonas avançou positivamente 2,3%, sendo destaque entre os 14 locais pesquisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Na análise do assessor de economia da Fecomercio (Federação do Comércio do Amazonas), José Fernando Pereira, o setor de duas rodas está em franca recuperação após a medida governamental de saneamento financeiro através de liberação de crédito oriundo das instituições bancárias, que sofreram retração devido à alta inadimplência crescente no primeiro semestre. “As fábricas do setor de duas rodas estão retornando a uma atividade devido à linha de crédito ter sido liberada pelo governo, medida que tardou, mas veio para sanear este setor, que já apresenta otimismo na redução dos estoques de motocicletas, e devem chegar à normalidade nos próximos dois meses com a sazonalidade do período natalino, vamos aguardar com cautela,” informou José Fernando.
A produção da indústria brasileira cresceu 0,8% na passagem de julho para agosto de 2012, correspondendo à média móvel trimestral, da taxa livre de influências sazonais (típicas de cada período). Foi o terceiro índice positivo, após três meses de queda, interrompendo o comportamento negativo observado desde agosto de 2011.
Os dados do setor foram divulgados ontem (9) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com a análise do disseminador de informações do IBGE-AM, Adjalma Nogueira.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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