Produção volta a crescer em março

Em: 6 de maio de 2008
Resultado indica quadro positivo da atividade, ainda que com ritmo menor de crescimento
Resultado indica quadro positivo da atividade, ainda que com ritmo menor de crescimento

A produção industrial do país subiu 0,4% em março na comparação com o mês anterior, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado reverte queda de 0,5% observada no em abril.
De acordo com o IBGE, o resultado indica um quadro positivo da atividade industrial, ainda que com um ritmo menor de crescimento.
Na comparação com março do ano passado, foi verificada alta de 1,3%. No acumulado dos últimos 12 meses, a produção industrial tem crescimento de 6,6%, o que aponta queda de ritmo em relação ao constatado nos 12 meses terminados em fevereiro.
A Pesquisa Industrial Mensal demonstra que houve aumento de produção em 17 dos 27 ramos pesquisados em março em relação a fevereiro. O principal destaque ficou por conta da indústria farmacêutica, com alta de 16%, após queda de 27,2% em fevereiro.
Por outro lado, os principais resultados negativos foram constatados nas indústrias de refino e produção de álcool (-11%), extrativa (- 3,5%) e de alimentos (-1,6%).
Entre as categorias de uso, os bens de consumo duráveis registraram expansão de fevereiro para março, com alta de 1,7%. Os bens de consumo semi e não duráveis tiveram expansão de 2,8%, revertendo queda de 3,6% no mês anterior. A produção de bens intermediários anotou redução de 0,9%, segunda queda consecutiva. Já a produção de bens de capital de março subiu 0,9%. Na comparação com março do ano passado, houve incremento da produção em 14 das 27 atividades analisadas. A produção automobilística registrou expansão de 11,3% nessa base comparativa. Também avançaram as produções de máquinas e equipamentos (6,6%) e outros equipamentos de transporte (22,5%).
Apresentaram queda, na relação com março do ano passado, as produções de refino de petróleo e produção de álcool (-8,7%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (-16,9%) e alimentos (-2,6%).

Veículos automotoreslideram aumento da atividade

O menor ritmo também se confirma no índice de difusão (percentual de produtos em crescimento), que após chegar aos 65,6% em fevereiro recua para 44,1% em março, seu menor nível desde abril de 2006 (40,0%).
Ainda na comparação com março do ano passado, 14 dos 27 ramos pesquisados assinalaram aumento de produção, com destaque para as seguintes contribuições positivas, por ordem de importância, no índice global: veículos automotores (11,3%), máquinas e equipamentos (6,6%), outros equipamentos de transporte (22,5%) e metalurgia básica (5,5%). Nessas atividades, os itens que mais se destacaram foram, respectivamente: automóveis e caminhões; aparelhos/elevadores para transporte de mercadorias e centros de usinagens; aviões e motocicletas; e lingotes, blocos e tarugos de aço e ferronióbio.
Quase a metade (13) dos 27 segmentos apontou recuo frente a março de 2007, com o maior impacto vindo de refino de petróleo e produção de álcool (-8,7%), por conta da paralisação que afetou a produção de óleo diesel e gasolina. Destacam-se, ainda, as reduções em máquinas para escritório e equipamentos de informática (-16,9%), alimentos (-2,6%) e bebidas (-6,9%).
Entre as categorias de uso, bens de capital atingiu mais uma vez a taxa mais elevada (12,7%) e a produção de bens de consumo duráveis superou em 6,5% a de março do ano passado. O setor produtor de bens intermediários (0,3%) completou 21 meses de taxas positivas, mas registrou o menor índice desde junho de 2006 (-0,4%), enquanto bens de consumo semi e não duráveis (-3,2%), após seqüência de 14 taxas positivas consecutivas, assinalou o único resultado negativo entre as categorias.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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