O primeiro bimestre do ano é considerado pelos empresários como o melhor período, em relação aos demais meses, quanto às vendas de produtos esportivos. Seja para a volta às aulas ou para o início de qualquer atividade física, a demanda pelos calçados, confecções ou demais itens do segmento representa, nos meses de janeiro e fevereiro, crescimento estimado entre 15% e 20% nas comercializações, na capital. Porém, em função da crise econômica, em 2016, o setor apresentou queda de 7% nas vendas em relação ao ano anterior. A expectativa dos lojistas para este ano é de obter melhores índices no faturamento.
O gerente da loja Shop do Pé Sport, Adailton Alves, compara o primeiro mês do ano como um ‘segundo dezembro’ devido às maiores demandas por itens voltados à prática esportiva.
O primeiro da lista é o tênis, do modelo infantil ao adulto, feminino e masculino.
O segundo item mais procurado é a confecção fitness, seguido dos trajes utilizados em lutas como MMA, Boxe e Muay Thai.
“Durante todo o ano a procura pelos produtos esportivos é constante. Porém, em janeiro há um crescimento na demanda por conta da volta às aulas e também porque é um período em que muitas pessoas iniciam a prática de atividades físicas, matriculam os filhos em atividades esportivas. Logo, o cliente precisa comprar os produtos necessários à prática esportiva como sapato e roupas”, explica.
Alves também destaca que eventos como as Olimpíadas e os campeonatos de futebol realizados na capital contribuem o movimento comercial do segmento. “Se determinado time é anunciado para um jogo na cidade, os torcedores procuram comprar a camisa ou outro produto do time. É algo que impulsiona a comercialização”, afirma.
O proprietário da loja Paixão Vascaína, Walas Silva, relata que as vendas dos produtos segmentados ao clube de futebol Vasco cresceram, em 2016, em 25% em comparação a 2015. Para ele, a realização dos jogos de futebol na capital foram contribuintes para a maior demanda pelos produtos exclusivos. Ele ainda destaca que qualquer item do time é uma boa alternativa para presentear um torcedor.
A loja disponibiliza 1,5mil produtos entre miudezas, confecções, sandálias, entre outros itens.
“A procura é constante. Mas, há um aumento na demanda quando o time segue uma trajetória de bom desempenho nos jogos. Encerramos 2016 com crescimento nas vendas e esperamos, para 2017, superar os resultados do ano anterior”, disse.
Fidelidade
Segundo Silva, o segmento não enfrenta dificuldades quanto à pirataria porque os torcedores são fieis e primam pela qualidade do produto. “Enquanto a pirataria oferece produtos mais baratos com qualidade inferior, a loja oficial disponibiliza produtos com preços diferenciados pela boa qualidade. O Vasco tem um público bem seleto e fiel. Não estamos livres da pirataria, mas o torcedor quer usar o material original e de durabilidade”, cita.
O produto de maior demanda na loja é camisa de jogo. Os preços variam entre R$239,9 e R$299.
Na avaliação do presidente da FCDL-AM (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Amazonas), Ezra Azury Benzion, o primeiro bimestre do ano é o período em que o segmento de produtos esportivos registra os melhores resultados. Ele justifica o crescimento no faturamento pela necessidade da compra de artigos esportivos para uso nas escolas e nas academias, ou atividades livres.
“Em relação aos demais meses do ano, o primeiro bimestre, geralmente, apresenta crescimento de 15% a 20% nas vendas de itens esportivos. Por outro lado, no ano houve queda de 7% nas comercializações em relação a 2015. A expectativa é que os resultados deste ano sejam melhores do que 2016. Isso dependerá muito do desempenho econômico nacional”, explicou.






