Produtos locais devem aumentar participação na praça internacional

Em: 16 de setembro de 2008
Incremento pode ser puxado pelo aumento da base exportadora definido pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e por ações de empresários locais
Incremento pode ser puxado pelo aumento da base exportadora definido pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) e por ações de empresários locais

Com a meta de incentivar a internacionalização da produção de pequenas e médias empresas, visando aumentar em 10% o número de exportadores amazonenses, órgãos de capacitação e entidades governamentais pretendem ampliar as exportações brasileiras de 1,17% para 1,25% das exportações mundiais.
Nesse primeiro momento, além da capital, municípios fronteiriços do Amazonas estão na rota desse projeto, que conta com o apoio do Sebrae-AM (Serviço de Apoio às Pequenas e Médias Empresas do Amazonas) e Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
Atingir uma participação de 1,25% nas exportações mundiais, segundo a especialista da Unidade de Acesso a Mercados do Sebrae, Louise Machado, equivale a exportar US$ 208.8 bilhões a partir de 2010. De acordo com os cálculos divulgados pela técnica, isso significaria para as empresas do Amazonas alcançar US$ 3.63 bilhões a mais em dois anos, o que deve significar um crescimento médio anual de 3,12% entre 2007 e 2010. “Com relação à meta de atrair novas empresas para o comércio exterior, será necessário ampliar a base exportadora brasileira em mais de 1,1 mil pequenas empresas. Entre as 984 empresas do nosso leque, vamos priorizar aquelas instaladas em áreas fronteiriças com o Peru e a Bolívia, onde existe um grande potencial pouco explorado”, afirmou a especialista.
Louise Machado explicou ainda que as duas metas integram a PDP (Política de Desenvolvimento Produtivo), lançada em maio deste ano pelo governo federal, que apontou alguns dos desafios para a manutenção do crescimento das exportações brasileiras. Segundo a técnica, essa é a primeira estratégia voltada para a promoção da exportação atualmente, além de ser também a primeira com o objetivo de aumentar o número de micro e pequenas empresas no comércio exterior.

Tendência para exportar

Exportar parece ser a palavra-chave do momento para algumas empresas amazonenses aumentarem a produção e faturamento. Segundo o coordenador-geral do Simi-Manaus (Sindicato das Microindústrias de Manaus), entre os empreendedores locais, a solução para entrar no mercado da internacionalização foi a formação de consórcios. “Em setores como o de alimentação regional, moveleiro e artesanato, essa já é uma realidade. Os produtos fornecidos nesse segmento tem alto valor no mercado interno e disputam em pé de igualdade com importados”, asseverou.
Os empresários de móveis também estão entrando para a lista dos consorciados, e 16 representantes do setor moveleiro utilizaram o espaço obtido na Feira Internacional da Amazônia como vitrine para centros de designers e indústrias importadoras da Itália. Segundo o presidente do Sindicato das Microindústrias de Madeira e Móveis de Manaus, Jefferson Valença, a iniciativa é a primeira etapa para a formação de um consórcio no setor.
A estratégia brasileira de exportação foi desenvolvida pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior) do Mdic, em parceria com o Sebrae e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção das Exportações e Investimentos), com apoio dos demais órgãos do governo federal que também atuam direta e indiretamente no comércio exterior brasileiro.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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