Professor esclarece dúvidas sobre novo acordo ortográfico do país

Em: 15 de maio de 2009
Com o objetivo de esclarecer todas as alterações feitas no acordo ­ortográfico e diminuir as confusões, o Instituto Anavilhanas ­realizou na noite da última quinta-feira, 14, uma palestra com o professor Sérgio Nogueira
Com o objetivo de esclarecer todas as alterações feitas no acordo ­ortográfico e diminuir as confusões, o Instituto Anavilhanas ­realizou na noite da última quinta-feira, 14, uma palestra com o professor Sérgio Nogueira

Com o objetivo de esclarecer todas as alterações feitas no acordo ­ortográfico e diminuir as confusões, o Instituto Anavilhanas ­realizou na noite da última quinta-feira, 14, uma palestra com o professor Sérgio Nogueira. No evento, o professor explicou o que muda e o que não muda com a nova ortografia, que entrou em vigor no dia 1º de janeiro deste ano.
De acordo com Nogueira, a reforma ortográfica visa a unificação da língua portuguesa. “Um dos principais objetivos dessa mudança é a aproximação, a unificação do português utilizado no Brasil com o utilizado em países com Angola e Portugal”, informou.
Ainda segundo o professor, a reforma trouxe alguns benefícios para a língua portuguesa. “A linguagem ficou mais sofisticada, com a retirada do hífen de alguns vocábulos. A dificuldade está quando a letra é dobrada, como é o caso da palavra semirreta, que antes era escrita com hífen”, salientou o professor ao dizer que professores de matemática também vão sentir as mudanças ao lecionarem.
Para o professor, as pessoas não devem ver a reforma ortográfica com um “bicho-de-sete-cabeças”, porque não foram todos os vocábulos que sofreram alterações, e, os que sofreram são fáceis de serem lembrados, ou seja, vai ser fácil de se acostumar.
Na avaliação do professor, as crianças que aprenderam a ler e escrever recentemente, ainda na época da antiga ortografia, não vão sentir tantas dificuldades. Já os adultos poderão fazer confusões com uma palavra ou outra, na hora de saber se um acento caiu ou não, se um hífen deixou de ser utilizado ou não.
Para Nogueira uma das palavras que pode gerar muitas confusões por entrar na nova grafia é para. “Se a frase for ‘O ônibus vai para o Centro’, fica difícil de saber se esse para é verbo ou preposição. Vai ser uma grande dificuldade para a adaptação, mas é temporária”, enfatizou.
O professor também comentou que é de extrema importância que os professores assimilem as mudanças para passá-las ­corretamente aos alunos.

Sobre o professor

O professor Sérgio Nogueira é formado em Letras pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), mestre em Língua Portuguesa pela PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) e tem experiência de mais de 30 anos em sala de aula. Atualmente, Nogueira participa do quadro semanal Soletrando no programa Caldeirão do Huck da Rede Globo.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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