Professores de Tapauá estão sem salário desde dezembro

Em: 13 de janeiro de 2009
Com os salários de dezembro atrasados, os professores do município de Tapauá, situado na calha do rio Purus, podem interromper suas atividades se não houver o pagamento nos próximos dias
Com os salários de dezembro atrasados, os professores do município de Tapauá, situado na calha do rio Purus, podem interromper suas atividades se não houver o pagamento nos próximos dias

Com os salários de dezembro atrasados, os professores do município de Tapauá, situado na calha do rio Purus, podem interromper suas atividades se não houver o pagamento nos próximos dias.
Segundo o presidente da Aspromt (Associação de Professores Municipais de Tapauá), Manoel Diomédio da Silva Filho, o ex-prefeito Almino Albuquerque sumiu com cerca de R$ 250 mil que deveriam ser pagos aos 200 professores do município, deixando a responsabilidade sobre o prefeito em exercício Elivaldo Herculino dos Santos. De acordo com o presidente da Associação, o atual prefeito se responsabilizou pelo pagamento, mas até a presente data não cumpriu com o compromisso, pois está esperando a liberação da cota do município FPM (Fundo de Participação do Município) de janeiro deste ano para efetuar o pagamento.
O vice-prefeito do município, Francisco Cássio Nunes Brandão, informou que o pagamento estaria sendo efetuado ontem, 12, e dentro do prazo. “Não houve irregularidade, os salários sempre foram pagos dentro do prazo e, nesse mês, não haveria de ser diferente”, disse. O ex-prefeito Almino Albuquerque, que se encontra em Manaus, disse que não está foragido e que os salários só não foram pagos por não haver dinheiro suficiente em caixa, mas que já está tomando providências quanto ao assunto. “O pagamento é realizado via Banco Postal e não havia verba suficiente para os vencimentos de todos os funcionários, mas tudo já está sendo providenciado” ressaltou.
Diomédio da Silva Filho informou ainda que não é a primeira vez que há atraso no pagamento da classe, e que já recebeu salário com até 27 dias de atraso. Em sua defesa, o ex-prefeito alegou que desconhece os atrasos e que no período em que foi prefeito todos os pagamentos foram realizados dentro do prazo.
O presidente destacou ainda que a falta de pagamento pode comprometer o período letivo do município, que encerra somente em fevereiro deste ano. “Já tem professores da zona rural do município que não estão comparecendo aos seus postos de trabalho por conta do atraso. O protesto dessa entidade associativa deve-se à falta de respeito do poder Executivo, que achando que se encontra acima da lei vive podando e tirando o direito dos profissionais do ensino”, disse.
O presidente da Aspromt disse ainda que a Promotoria de Justiça municipal não apura as denúncias da associação contra o ex-prefeito e seu grupo político, e que já há dez documentos protocolados na promotoria, mas nunca houve uma resposta sobre o assunto.A direção da associação disse esperar que os Ministérios Públicos Estadual e Federal, possam tomar as providências cabíveis para que o paradeiro dos repasses do mês de dezembro do ano passado venham à tona, principalmente os recursos do Fundeb (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).
Tanto o atual vice-prefeito, quanto o ex-prefeito alegaram desconhecer as denúncias e até mesmo a falta de pagamento aos funcionários.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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