Professores qualificados e novas escolas

Em: 3 de janeiro de 2008
A nova Secretaria Municipal de Educação promete isso e muito mais para mestres e aluno
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A nova Secretaria Municipal de Educação promete isso e muito mais para mestres e aluno

A professora Kátia Vallina assumiu a Semed (Se­cretaria Municipal de Educação) há menos de um mês, mas já tem preparado todo o seu cronograma de trabalho para 2008. Se tudo der certo, a educação do manauense, com Kátia à frente, só tem a melhorar neste ano, conforme ela explicou nesta entrevista ao Jornal do Commercio.

Jornal do Commercio – Avaliações internacionais mostraram que a educação no Brasil não vai nada bem. O que fazer em 2008 para mudar esse quadro em Manaus?

Kátia Vallina – Investir na formação continuada dos professores atuais, bem como os que assumirão nesse novo concurso que será realizado em janeiro deste ano.

Essa foi uma decisão do próprio prefeito Serafim Corrêa.

Essa, inclusive, é uma grande insatisfação da categoria efetiva que faz parte da educação básica, em nível nacional, acima até da questão salarial. Por isso, iremos oferecer neste ano cursos de especialização em nível de pós-graduação lato sensu, como ainda possibilitar que os professores façam cursos de mestrado fora de Manaus, sem sofrer interrupção salarial.

Também teremos outros cursos complementares em oito áreas, seja para educação especial, para educação infantil e outros. Complementando essa linha, ofereceremos cursos específicos para gestores, com 400 vagas, a fim de atingir toda a rede municipal de ensino, além disso, a Semed está participando, desde 2007, junto ao MEC (Ministério da Educação), do “Compromisso Todos pela Educação”, que consiste em um plano de metas que integra o Plano de Desenvolvimento da Educação e diz respeito à mobilização em torno da melhoria da educação básica no Brasil. Dentro desse plano de metas, previsto para cinco anos, a Semed quer reverter os índices de educação, iniciando a implementação dessas metas já a partir do próximo ano.

JC – O que a senhora diria que está dando certo e o que está “capenga” na educação manauense?

Kátia – Como ponto positivo cito que temos na Semed um bom quadro de servidores efetivos, que passaram no último concurso público. Essa nova realidade dá ao funcionário estabilidade, já que ele pode ascender profissionalmente, por meio do PCCS (Plano de Cargos, Carreiras e Salários). Na administração do prefeito Serafim, seis mil professores concursados já foram chamados para ministrar aulas nas escolas municipais, e agora em fevereiro de 2008, chamaremos mais 2.145 professores e pedagogos. Com isso, estamos invertendo o quadro de funcionários temporários, por meio de RDA (Regime de Direito Administrativo), para efetivos. Podemos citar a infra-estrutura das escolas. Vivemos em um constante dilema: atender a demanda crescente por novas escolas e ampliar e reformar as que já existem. Hoje, o município tem agido nesses dois eixos, mas ainda há demandas. Nesses três anos de ações, construímos 27 escolas, reformamos outras 111 e ampliamos outras dez unidades de ensino. Dentre os projetos programados para o próximo ano citamos: 11 reformas e ampliações de escolas e construção de dois Cemeis (Centros Municipais de Educação Infantil), seis Emeis (Escolas Municipais de Ensino Fundamental), duas creches, 11 bibliotecas e oito quadras poliesportivas.

JC – É sabido que se o aluno não aprecia a leitura, dificilmente ampliará seus conhecimentos teóricos, tão importantes quanto os práticos.Atualmente, são raros os alunos que apreciam a leitura. Há algum programa de sua secretaria para incentivar a leitura entre os alunos?

Kátia – Podemos citar o Projeto Caravana Literária, em que as crianças assistem a apresentações dos poetas locais. Essa ação existe há quatro anos em Manaus e tem o objetivo de estimular o interesse pela leitura e divulgar o trabalho dos poetas locais, como Dori Carvalho, Aldísio Filgueiras e David Ranciaro, além dos nacionais, como Carlos Drumond de Andrade, João Cabral de Melo Neto e Monteiro Lobato. Para os alunos, esse projeto é muito importante porque eles aprendem os valores da terra, além de valorizar a produção

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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