Mais do que curso específico e nível de escolaridade, o maior desafio das empresas de RH (recursos humanos) de Manaus, para encaminhar profissionais para preenchimento das vagas nas empresas da cidade, é que o candidato esteja hábil para passar no teste psicotécnico, constata o Jornal do Commercio, em pesquisa a empresas de seleção.
Com principal demanda oriunda do PIM (Polo Industrial de Manaus), a maioria das vagas de emprego exige para aprovação do candidato apenas escolaridade de nível médio concluído e conhecimento na área de atuação, e isso pode significar um curso específico. Passada a fase de cadastro, o candidato precisa demonstrar aptidão de raciocínio lógico durante o exame psicotécnico e este ponto tem sido um dos grandes entraves a superação da primeira etapa, de acordo com a recrutadora da Gerval Serviços, Dayse Lucy.
“O índice de reprovação é alto por falta de preparo do candidato. Eles encontram dificuldades para respostas básicas dos testes. Mesmo tendo ensino médio completo, falta atenção para responder a simples contas matemáticas”, aponta Lucy sobre o desempenho dos candidatos nos exames.
A recrutadora da empresa, que recebe diariamente dez candidatos e atinge a mesma quantidade por mês de contratados nas empresas associadas, identifica falta de convicção dos candidatos pelas vagas a serem preenchidas rapidamente, em até duas semanas.
“Também tem gente sem grande vontade fazendo as provas. Para mim, falta interesse dos profissionais e atenção para não se deixar abater pelo nervosismo e pressa”, declara sobre o posicionamento dos avaliados no exame.
Fora a seleção do RH, a empresa contratante ainda realiza outro exame, o psicológico. “Neste, as eliminações são menores”, conclui Lucy.
As requisições de seis empresas à Gerval são em maior parte para trabalhar em montagem de motocicletas na atividade de usinagem (operando máquinas automáticas de produção de peças).
Vagas à disposição
As ofertas do mercado manauense abrem espaço para ingresso de engenheiro de processos de produção no destaque para nível superior na área técnica. Para os formados em cursos técnicos, estão em alta os de manutenção, de informática e de supervisão de produção, de acordo com a ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos).
Além destes, ainda há requisição para trabalho com suporte administrativo, com formação superior para atividade de compras internacional. Os próprios profissionais de RH estão no top das demandas na capital, para atividades de gerente, coordenador e analista.
“A associação monta o cenário com a observação de mercado em empresas associadas que buscam trabalhadores, mais os anúncios de jornal, e consulta a pessoas que trabalham na área de recursos humanos”, segundo a presidente da ABRH, Elaine Jinkings.
A Personal Recursos Humanos, que indica funcionários para 28 empresas na cidade, registra aumento de vagas no início de abril. “Em média são 30 a 50 contratações mensais. Em março, foram 50 admissões. Abril está em alta e também deve responder por boa expectativa, podendo até mesmo superar o mês passado”, conta a recrutadora Andreza Janine da Costa. A empresa tem a meta de preencher 100 vagas do PIM para auxiliar de produção.
As vagas de mais demanda são para operadores de máquina específicas, com exigência de dois anos de experiência, de operador de empilhadeira e assistente de departamento pessoal, ambos tem de ter curso específico, alerta a profissional.
Com baixa exigência para os empregos de formação em nível médio, a profissional considera ser boa parte das vagas “emprego garantido para quem não tem experiência. São oportunidades para o primeiro emprego”, disse.
Na Multipla Gestão de Pessoas as vagas também se concentram na demanda por funcionários para produção. As mais requisitadas são de operador de produção, almoxarife, além de compradores nacional e internacional.







