A viagem do governador Eduardo Braga por municípios da calha do rio Solimões no final de semana, revelou dados importantes no processo de distribuição de renda no interior do Estado, por meio dos programas e ações desenvolvidas pela ADS (Agência de Desenvolvimento Sustentável do Amazonas), órgão vinculado à SDS (Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável). Segundo os números apresentados pelo diretor-presidente da Agência, Valdelino Cavalcante, só o PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) está em sete dos nove municípios visitados, gerando emprego e renda no valor de R$ 800 mil para as famílias dos agricultores da região.
O PAA é um programa desenvolvimento em parceria com a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e ADS que faz a intermediação da venda dos produtos com base no volume de produção dos municípios. “Os gêneros são doados para hospitais, creches e instituições filantrópicas. Antes da implantação do programa Zona Franca Verde, esses recursos não eram movimentados”, explicou Valdelino. Segundo ele, a ausência de iniciativa política, fazia com que a verba retornasse para o tesouro, sem nenhum benefício para o produtor.
De acordo com os dados da ADS, em Tabatinga o setor moveleiro despontou com o Promove (Programa de Regionalização da Mobília Escolar), respondendo pela produção de 7,3 mil carteiras vendidas para a Seduc (Secretaria de Estado de Educação) no período de 2007 a 2009. A previsão para este ano do setor é gerar recursos no valor de R$ 423,4 mil e mais R$ 150 mil oriundos do PAA. Em Atalaia do Norte destacam-se ações do PAA no valor de R$ 75 mil e do Preme (Programa de Regionalização da Merenda Escolar) que deve gerar em 2010 algo em torno de R$ 24 milhões em benefício dos produtores rurais amazonenses.
Em Benjamin Constant, onde a piscicultura tem um potencial forte, o programa de aquisição de alimentos movimentou no ano passado, R$ 185.315 com a aquisição de 41.181 kg de tambaqui curumim. Para este ano, a previsão de ações através no valor de R$ 175 mil. Em São Paulo de Olivença a expectativa dos produtores é de um faturamento da ordem de R$ 175 mil na venda de alimentos para o PAA e para o Preme.
A castanha da Amazônia é um dos itens que lidera a venda de alimentos para o PAA. Só em 2008 e 2009, a atividade rendeu aos agroextrativistas do município de Amaturá R$ 211.572. Para 2010, a previsão de acordo com a demanda é de R$ 125 mil para Amaturá e Santo Antônio do Içá e mais R$ 150 mil para Jutaí.







