Proibição a ‘fichas sujas’ na Aleam

Em: 19 de dezembro de 2012
CCJR aprovou projeto da oposição que proíbe contratação de pessoas implicadas na Lei da Ficha Limpa
CCJR aprovou projeto da oposição que proíbe contratação de pessoas implicadas na Lei da Ficha Limpa

Em sessão que analisou 66 proposituras, a CCJR (Comissão de Constituição, Justiça e Redação) da Assembleia Legislativa aprovou, por unanimidade, o Projeto de Resolução Legislativa, de autoria dos deputados de oposição Marcelo Ramos (PSB), Luiz Castro (PPS) e José Ricardo (PT), que proíbe a contratação de pessoal para cargos comissionados e de assessor parlamentar nos gabinetes dos deputados e nas Comissões Técnicas da Casa enquadrados na Lei da Ficha Limpa.
De acordo com o presidente da CCJR, deputado Belarmino Lins (PMDB), o projeto, que impõe, no âmbito da Aleam, os mesmos critérios adotados em órgãos da administração direta e indireta do governo do Estado e nos municípios para admissibilidade de pessoal, seguirá o seu curso de tramitação e pode ir à votação em plenário ainda esta semana. Além de Belarmino, os deputados Vicente Lopes (PMDB), Wanderley Dallas (PMDB), Tony Medeiros (PSL), José Ricardo (PT), Marcelo Ramos (PSB), Sinésio Campos (PT) e Adjuto Afonso (PP) participaram da reunião de ontem da comissão.
Conforme José Ricardo, o projeto segue o rito da Lei Complementar (Ficha Limpa) 135/2010, que estabeleceu o impedimento, durante oito anos, de cidadãos condenados pela justiça em decisões colegiadas, em crimes como lavagem de dinheiro, improbidade administrativa ou que foram cassados pela Justiça Eleitoral ou tenham renunciado à cargo eletivo para fugir de cassação.

Fechando cerco

“Esse projeto fecha o cerco aos fichas sujas que não são dignos de existir no serviço público”, diz o representante petista, para quem os parlamentares da Aleam deverão ser mais exigentes na contratação de assessores. Cada parlamentar possui recursos da ordem de R$ 79 mil para contratar assessores e pagar até R$ 8 mil de salário mensal. Para Belarmino Lins, a confiança e a competência devem balizar as contratações. “No meu gabinete sou rigoroso com essas coisas”, assegura.
Vários parlamentares governistas entendem que, embora reconheçam a relevância do projeto contra os fichas sujas, a contratação de assessores deve ser sempre uma prerrogativa dos deputados. Em 2011, um acordo celebrado na Aleam permitiu a proibição da contratação para cargos de comando de pessoas atingidas pelos critérios da Lei da Ficha Limpa nos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Também signatário do projeto, o deputado Marcelo Ramos festeja a aplicação da Lei da Ficha Limpa em Manaus e nos municípios amazonenses, destacando que a partir de julho de 2011 servidores fichas sujas ficaram proibidos de ser contratados para secretarias e subsecretarias municipais. A proibição foi extensiva para os cargos de diretor-presidente, superintendente, diretor executivo tanto das administrações direta, indireta e fundacional, alcançando também os cargos em comissão da Prefeitura de Manaus.

Redação

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