Projeto leva estudantes da zona rural ao Jornal do Commercio para experiência sobre memória, comunicação e cidadania

Em: 22 de maio de 2026
Visita promovida pelo JC, Abaré Escola de Jornalismo e UEA reuniu alunos, professores e representantes da educação em imersão sobre jornalismo e educação midiática.
A iniciativa é realizada pelo Jornal do Commercio, em parceria com a Abaré Escola de Jornalismo e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), desenvolvendo atividades formativas voltadas a estudantes da rede pública de Manaus. (Foto: Augusto Ikuro)
A iniciativa é realizada pelo Jornal do Commercio, em parceria com a Abaré Escola de Jornalismo e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), desenvolvendo atividades formativas voltadas a estudantes da rede pública de Manaus. (Foto: Augusto Ikuro)

Estudantes da Escola Municipal Professora Paula Aliomar Ribeiro Beltrão, localizada na zona rural de Manaus, participaram, nesta sexta-feira (22), de uma visita guiada ao Jornal do Commercio, em uma experiência voltada à educação midiática, memória histórica e aproximação dos jovens com o universo da comunicação.

A iniciativa é realizada pelo Jornal do Commercio, em parceria com a Abaré Escola de Jornalismo e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA), desenvolvendo atividades formativas voltadas a estudantes da rede pública de Manaus.

A visita contou com a presença de alunos, professores, pedagogos e representantes da UEA, promovendo uma imersão no universo do jornalismo, da história da imprensa amazonense e das novas plataformas digitais de comunicação.

Durante a programação, os estudantes conheceram o acervo histórico do Jornal do Commercio, os ambientes de produção multimídia, os estúdios e parte da trajetória do periódico mais antigo em circulação da Amazônia, fundado em 1904.

Ao longo da visita, os participantes tiveram contato com curiosidades históricas do jornal, acompanharam explicações sobre a evolução tecnológica da imprensa e puderam entender como funciona a produção de notícias na era digital.

Segundo Gave Cabral, diretor-presidente da Abaré Escola de Jornalismo, a iniciativa busca aproximar os estudantes do papel social exercido pelo jornalismo ao longo da história.

Gave Cabral, diretor-presidente da Abaré Escola de Jornalismo com alunos. (Foto: Augusto Ikuro)
Gave Cabral, diretor-presidente da Abaré Escola de Jornalismo com alunos. (Foto: Augusto Ikuro)

“Hoje a gente está realizando essa visita com estudantes do ensino fundamental para conhecer um pouco desse universo do jornalismo e pensar a função do jornal para contar histórias, registrar a memória da cidade ao longo do tempo e promover o direito à comunicação desses estudantes daqui de Manaus”, destacou.

A estudante Fabiana Aquino, integrante do grêmio estudantil da escola e diretora da área de comunicação da unidade, contou que a experiência reforçou ainda mais o interesse que possui pela área.

Fabiana é integrante do grêmio estudantil da escola e diretora da área de comunicação. (Foto: Augusto Ikuro )
Fabiana é integrante do grêmio estudantil da escola e diretora da área de comunicação. (Foto: Augusto Ikuro )

 

“Eu gosto muito da comunicação desde os meus 10 anos. Foi minha primeira vez visitando um jornal e eu amei. Gostei bastante, foi maravilhoso conhecer tudo isso”, afirmou.

Para Mônica Freires, jornalista responsável pelo setor digital e redes sociais do Jornal do Commercio, a proposta é transformar o espaço do periódico em um ambiente permanente de valorização da memória amazonense e incentivo à educação.

“Hoje é um dia muito feliz para toda a equipe do Jornal do Commercio. Desde que conseguimos reunir todo o periódico histórico do jornal, nosso desejo é transformar esse espaço em um templo da história do Amazonas e de Manaus. Queremos mostrar que, mesmo na era digital, o jornal impresso continua importante e também apresentar para essa juventude as inúmeras possibilidades que a comunicação e o jornalismo oferecem”, destacou.

Leila Alexandra da Silva Oliveira de Almeida, pedagoga, Márcia Amanda da Silva Pereira, secretária, e Diana Ayla Costa, graduanda do curso de Licenciatura em Geografia da UEA, também destacaram a importância pedagógica e social da atividade para os estudantes da zona rural.

Segundo elas, a visita conecta a teoria da sala de aula com a prática da comunicação real, ampliando a visão de mundo dos estudantes e aproximando os jovens do texto jornalístico impresso e digital.

O grupo ressaltou ainda que a atividade fortalece o pensamento crítico, incentiva a leitura, contribui para o combate à desinformação e demonstra, na prática, a importância do jornalismo profissional para a sociedade.

As representantes também destacaram que a experiência amplia horizontes profissionais e desperta o interesse dos estudantes por áreas como jornalismo, fotografia, design, diagramação, marketing e comunicação digital.

Outro ponto ressaltado foi a contribuição da atividade para a inclusão social e cultural, reduzindo a distância entre a realidade da zona rural e os meios de comunicação da capital, além de incentivar o protagonismo juvenil por meio da produção de jornais escolares, podcasts, murais e projetos educativos nas comunidades.

Segundo elas, a experiência também permite aos estudantes compreender como a informação circula no território, como os meios de comunicação influenciam a sociedade e como diferentes realidades sociais podem ganhar visibilidade através da imprensa.

Por fim, as representantes destacaram que a atividade reforça a importância da imprensa livre para a democracia, para a construção da consciência cidadã e para a valorização da educação como ferramenta de transformação social.

A ação integra iniciativas voltadas à formação cidadã, ao estímulo do pensamento crítico e à valorização da memória histórica da Amazônia, aproximando estudantes da realidade do jornalismo e das diferentes possibilidades profissionais ligadas à comunicação.

Mônica Freires

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