Projetos alimentam otimismo no setor de logística em todo o Brasil

Em: 5 de maio de 2009
Particularmente sensível à oscilação da atividade econômica e à retração nos fluxos comerciais, o setor de transporte e logística enfrenta momentos difíceis desde o fim do ano passado
Particularmente sensível à oscilação da atividade econômica e à retração nos fluxos comerciais, o setor de transporte e logística enfrenta momentos difíceis desde o fim do ano passado

Particularmente sensível à oscilação da atividade econômica e à retração nos fluxos comerciais, o setor de transporte e logística enfrenta momentos difíceis desde o fim do ano passado. O cenário é de queda no volume de carga transportada em ferrovias, nos portos e diminuição do fluxo de veículos nas rodovias.
Apesar de haver pouca expectativa de uma melhora considerável até o fim do ano, representantes do setor continuam otimistas devido à manutenção da maioria das previsões de investimento na área. Importantes projetos públicos e privados continuam de pé a despeito da crise, garantindo um panorama mais favorável para os negócios quando os fluxos comerciais voltarem. Apesar das altas cifras envolvidas, o ritmo das novas obras não agrada tanto: excesso de regulamentação, burocracia e problemas com o licenciamento ambiental seguem como vilões na conclusão dos projetos.
O PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), lançado em 2007, previu gastos de R$ 58 bilhões em logística e transportes até 2010. Segundo o último balanço do governo, 83% dos projetos estão correndo no prazo previsto, mas apenas 8% das obras foram concluí­das, e entre os projetos mais importantes apenas uma pequena parte será entregue em 2009. O governo de São Paulo corre para finalizar o trecho sul do Rodoanel até o fim do ano, e entre os projetos federais de maior vulto, apenas alguns trechos da BR-101 nas regiões Nordeste e Sul ficarão prontos.
Na área de ferrovias, a Norte-Sul mantém-se no prazo e parte dela será entregue antes de 2010, mas a Transnordestina arrasta-se em meio a procedimentos burocráticos. Os portos contam com projetos de melhorias, e novos terminais chegam financiados pela iniciativa privada.
Paulo Fernando Fleury, diretor-executivo do Ilos (Instituto de Logística e Supply Chain), entende que há um “emaranhado” de problemas burocráticos que dificultam a implantação dos projetos do PAC. Ele inclui na lista de dificuldades a adequação dos projetos às exigências do TCU (Tribunal de Contas da União), questões ambientais e de patrimônio histórico.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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