O governo federal anuncia mobilização nacional para que microempresas recebam cada vez mais incentivo. O movimento envolve, ainda, o poder público dos Estados e municípios, entidades de classe, academia e sociedade civil sob coordenação do Mdic (Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior).
De acordo com o superintendente do Banco da Amazônia, Donizete Borges, R$ 230 milhões já estão confirmados para serem injetados no Estado em forma de financiamento aos micro e pequenos negócios amazonenses somente em 2013. O valor representa o investimento da Afeam (Agência de Fomento do Estado) com o Banco da Amazônia e o Banco da Gente –da prefeitura municipal.
Somente o Banco da Amazonas disponibilizará R$ 95 milhões para aplicação este ano -número 11,89% maior do que o investido em 2012, quando o bando aplicou R$ 84,9 milhões.
Como resultado da injeção financeira, a expectativa é aumentar a base exportadora entre essas empresas. “Vamos criar uma agência nacional de desenvolvimento e competitividade”, informa Borges. É esperado também que a ação contribua para o equilíbrio da Balança Comercial.
Por outro lado, o presidente da Afeam (Agência de Fomento do Estado), Pedro Falabela, anuncia também um montante 24% maior do que o referente a 2012. “Para 2013, vamos repassar R$ 123 milhões. No ano passado chegamos a 6.705 operações e R$ 98,8 milhões repassados”, diz. O crédito pode ser direcionado a micro e pequenos empresários, trabalhadores rurais, pessoas físicas e jurídicas.
Entre os planos de investimento, 60% devem ser repassados para empresários no interior do Estado. Baseado em dados da Afeam, em 2012 mais de 50% dos recursos foram aplicado nos setores de comércio e serviços, com R$ 50,3 milhões.
Vantagens
Para Borges, um dos grandes atrativos são as facilidades quanto aos prazos de carência e baixas alíquotas. “A intenção é expandir os negócios no Estado e intensificar a procura dos microempresários para garantirem empréstimos e investirem”, destaca.
No Banco da Amazônia, os juros são de 3% ao ano nos financiamentos a micronegócios. Para empréstimos via Afeam, os juros são maiores e chegam a 7% ao ano para microempresas e 10% para pequenos negócios. Para pessoas jurídicas, o limite é de R$ 25 mil e tem prazo de 48 meses para pagamento. No caso de pessoa física, a agência contempla com bônus de 25% para os que mantiverem as parcelas em dia.







