Mais de 40 mil pescadores do Amazonas podem receber mais duas parcelas do seguro-defeso, que seria pago nos meses de junho e julho deste ano. A medida visa auxiliar os pescadores que sofrem com a cheia dos rios da região amazônica, quando as casas dos ribeirinhos são inundadas e a captura dos peixes torna-se mais difícil.
Com o aumento no número de parcelas do seguro-defeso, que corresponde a um salário mínimo por mês, a Fepesca (Federação dos Pescadores do Amazonas) busca junto ao Ministério do Trabalho minimizar o sofrimento dos pescadores. “A proposta já foi protocolada na Assembléia Legislativa do Amazonas e nos próximos dias será enviada ao ministro do Trabalho, Carlos Lupi”, explicou o presidente da Fepesca, deputado Walzenir Falcão.
De acordo com a Fepesca, a cheia dos rios tem atingido mais de 30 mil pescadores de municípios como Barreirinha, Urucurituba, Parintins, Nhamundá e Tabatinga, entre outros. Nestes locais, famílias de pescadores sofrem com alagações das residências e a dificuldades na captura de peixes.
“As casas estão debaixo d’água. Não há mais como levantar os assoalhos, pois a água está batendo no teto”, alertou Walzenir Falcão.
A entrega da proposta ao Ministério do Trabalho acontece nesta semana, quando o presidente da Fepesca e uma comitiva de pescadores vão à Brasília conversar com Carlos Lupi. A reunião está sendo marcada pelo deputado federal Silas Câmara.
O pescador Waldemiro Oliveira, do Careiro da Várzea, disse que acredita no bom senso do ministro Carlos Lupi para aprovar o aumento das parcelas do seguro-defeso. “Com a ajuda do Governo Federal podemos comprar madeiras e pregos, além de alimentos, para enfrentar a cheia dos rios. Neste momento, toda ajuda é bem vinda”, avaliou o pescador.
Auxílio do governo federal
Outro projeto que será enviado nos próximos dias à Brasília é o programa “Garantia Safra Amazônia”, que visa ajudar os produtores agrícolas das áreas de várzea a reduzir suas perdas causadas pelas enchentes.
O programa será enviado ao MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário) e já possui apoio da Comissão da Amazônia do Congresso Nacional. O autor do projeto, deputado estadual Walzenir Falcão, disse que o programa segue os mesmos princípios de outro programa já existente no semi-árido do Nordeste.
Em Estados como Ceará e Pernambuco, segundo explicou o deputado Walzenir Falcão, o benefício Garantia-Safra funciona desde 2002, beneficiando agricultores que sofrem com o fenômeno da seca.
Com a participação dos governos Federal, estaduais e municipais, as famílias de agricultores não ficam desamparadas caso não tenham uma boa colheita.
De acordo com o MDA, mais de 133 mil agricultores do semi-árido foram inscritos no programa entre os anos de 2007 e 2008, recebendo ajuda financeira para o complemento das safras.







