Qualcomm negocia ‘bolsa 3G’ com governo federal

Em: 27 de fevereiro de 2014
Solução garantirá acesso a sites públicos e privados que ofereçam serviços sociais
Solução garantirá acesso a sites públicos e privados que ofereçam serviços sociais

A fabricante de chips Qualcomm está conversando com o governo e as quatro grandes operadoras, Claro, Oi, Tim e Vivo, para implementar no país uma espécie de “bolsa 3G” acesso gratuito universal às redes de terceira geração para o acesso a sites públicos e privados que ofereçam serviços sociais.
Rafael Steinhauser, presidente da Qualcomm na América Latina, disse que essa é a melhor maneira para garantir a inclusão digital no país. Sem o programa, argumenta ele, os investimentos da empresa e os cortes nas tarifas de smartphones feitos pelo governo não atingiriam o objetivo de conectar mais brasileiros.
A conta dele é a seguinte: atualmente há 60 milhões de smartphones no país. Desses, 20 milhões têm planos de dados, 20 milhões acessam a rede 3G esporadicamente e 20 milhões nunca se conectam pelo 3G.
“É possível que os próximos 60 milhões de aparelhos do país entrem na última categoria, pois virão de camadas cada vez mais populares. Serão 80 milhões de aparelhos sem conexão 3G, o que anula o objetivo de inclusão digital.”
Perguntado sobre se imaginava um plano parecido com o da internet popular, que leva conexão de banda larga por R$ 30 em 17 Estados do país, ele discordou. “Queremos totalmente gratuito. A internet popular é boa, mas, no final, é necessário ter R$ 30 todo mês. Nem todos podem pagar”.
O executivo não deu datas para a concretização do plano, mas afirmou que existe interesse do governo e das operadoras.
Ele também revelou que de todos os assinantes de internet móvel no país, 64% ainda acessam redes 2G.

Ubuntu Phone

A Canonical anunciou que seu sistema operacional móvel, o Ubuntu Phone, finalmente chegará comercialmente ao mercado ainda neste ano. A empresa anunciou parceria com dois fabricantes, a espanhola BQ Readers e a chinesa Meizu.
No MWC, os aparelhos estavam em exibição no estande da Canonical, mas não estavam em funcionamento. Apenas a carcaça era exibida.
Sem data marcada, o Aquaris 5.7, da BQ Readers, custará 260 euros. Os dispositivos chineses têm preço em faixa equivalente a R$ 1.000 e R$ 1.500.
Os lançamentos servem de retomada para o sistema operacional após a Canonical fracassar em financiar coletivamente um telefone próprio. A marca de US$ 32 milhões não foi atingida.
Um representante da empresa disse à Folha de S.Paulo que a Canonical não pretende se aventurar no mundo do hardware novamente.
O Ubuntu Phone apresentou na feira também algumas melhorias. Ele conta agora com uma central de notificações dinâmica na tela de bloqueio.
Os ambientes do aparelho, como a que contém apps ou a coleção de músicas, ficam organizados em um sistema que lembra o de abas em um navegador de internet.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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