Qualidade melhora, mas ainda está longe do patamar pré-crise

Em: 28 de outubro de 2010
Apesar da melhora contínua do indicador ao longo dos últimos trimestres, o risco de inadimplência do setor corporativo ainda não retornou ao patamar observado antes da crise financeira internacional
Apesar da melhora contínua do indicador ao longo dos últimos trimestres, o risco de inadimplência do setor corporativo ainda não retornou ao patamar observado antes da crise financeira internacional

O Indicador Serasa Experian da Qualidade de Crédito das Empresas, que avalia numa escala de 0 a 100 a qualidade de crédito do setor produtivo –quanto maior, melhor a qualidade de crédito e, portanto, menor é a probabilidade de inadimplência– cresceu 0,02% no terceiro trimestre de 2010, atingindo o patamar de 95,64. Apesar da melhora contínua do indicador ao longo dos últimos trimestres, o risco de inadimplência do setor corporativo ainda não retornou ao patamar observado antes da crise financeira internacional.
Segundo os economistas da Serasa Experian, a recuperação da qualidade de crédito das empresas, “lenta, porém consistente”, deve-se ao crescimento econômico do país e ao processo de normalização gradual da oferta de crédito às empresas, tendência que deverá ser mantida ao longo dos próximos meses.
Na segmentação por porte, a ligeira melhora observada no terceiro trimestre deveu-se às micro e pequenas empresas (alta de 0,08% na qualidade de crédito desta categoria no terceiro trimestre de 2010). Já para as grandes e médias empresas houve pequena queda na qualidade de crédito (ambas de 0,03% em relação ao segundo trimestre).
“A menor exposição das micro e pequenas empresas ao mercado externo, o qual ainda carece de dinamismo, aliada à expansão do mercado doméstico, estão entre os fatores que justificam a tendência de melhora mais acentuada na qualidade de crédito das micro e pequenas empresas”, explicaram.
Todavia, prosseguem os economistas, comparada a qualidade de crédito das empresas por porte, nota-se que as micro e pequenas empresas continuam exibindo maior risco de inadimplência.
A qualidade de crédito das empresas melhorou tanto no setor comercial (+0,08%) quanto no setor de serviços (+0,02%). Já a qualidade de crédito do setor industrial manteve-se estável.
“A forte expansão do consumo doméstico tem favorecido a melhora de geração de caixa e, por tabela, a qualidade de crédito das empresas que atendem basicamente o mercado interno. Já o setor industrial enfrenta adversidades, como a taxa de câmbio valorizada e o fraco desempenho da maioria das economias mundiais”, analisaram. Os economistas da Serasa destacam ainda que o setor de serviços continua na liderança do menor risco de crédito empresarial.

Norte e Nordeste

Na passagem do segundo trimestre de 2010 para o terceiro trimestre, as regiões com menor renda per capita registraram os maiores avanços em termos de qualidade de crédito das empresas: Nordeste (+0,08%) e Norte (+0,11%).
“Todavia, tais regiões ainda continuam abaixo da média nacional. As de renda per capita mais elevada –Sudeste e Sul– continuam à frente em termos de qualidade de crédito de suas empresas”, concluíram.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar