Qualificação é estratégia para evoluir

Em: 12 de junho de 2013
Apesar das potencialidades da economia local, o Amazonas ocupa nona posição no ranking dos exportadores da região
Apesar das potencialidades da economia local, o Amazonas ocupa nona posição no ranking dos exportadores da região

Vencer os muitos obstáculos e alcançar o mercado externo vai exigir das empresas regionais persistência e ousadia, segundo os participantes do seminário sobre o PNCE (Plano Nacional de Cultura Exportadora), realizado na manhã desta terça-feira (11), na sede da Seplan (Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico). Apesar das potencialidades da economia local, o Amazonas ocupa atualmente a nona posição no ranking dos exportadores da região. Para tentar reverter esse quadro, a estratégia adotada será qualificar os micro e pequenos empreendedores dos setores de pescado, artesanato, madeira-móveis e fruticultura.
O evento reuniu representantes das empresas, técnicos do setor e agentes dos órgãos de financiamento e pesquisa. O Amazonas é um dos Estados signatários do PNCE, coordenado pela Secex (Secretaria de Comércio Exterior) do Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). O plano está estruturado por ações divididas em cinco eixos temáticos: cultura exportadora; inteligência comercial e competitiva; ambiente de negócios; diversificação e qualificação da pauta exportadora; e promoção comercial.
Na abertura do evento, a secretaria adjunta de Relações Internacionais da Seplan, Juliane Melo, apelou para que a adesão ao PNCE seja efetiva. “Esse plano ajudará a colocar o Brasil no mapa de negócios no exterior”, observou.
O gerente executivo do Centro Internacional de Negócios da Fieam (Federação das Indústrias do Amazonas), José Marcelo Lima, lembrou que o setor de micro e pequenos necessita de suporte no que diz respeito a contratação de linhas de financiamento, promoção comercial e acompanhamento. “As iniciativas para difundir a cultura exportadora esbarram no pouco interesse das empresas. Poucos empreendedores participam efetivamente das ações do CIN”, lamentou o representante.
A representante da Suframa no evento, Sandra Almeida, alertou que, se não houver ousadia para buscar clientes e novos mercados “outros vão tomar o nosso lugar”. Nesse caso, ela destacou que o Peru, uma economia mais modesta em relação ao Brasil vem obtendo ótimos resultados no mercado externo. No Brasil, um bom exemplo a ser seguido, destacou Sandra, é o do Estado de Minas Gerais. “Temos meios e recursos para avançar nesse setor e alcançar uma posição melhor do que a que temos agora”, destacou.

PNCE

O PNCE foi lançado em 2012, ano em que foram realizadas 255 ações. Neste ano, está prevista a realização 590 ações, ou seja, mais que o dobro do executado no ano passado. As ações mobilizam e capacitam empresários de pequeno e médio porte, profissionais de comércio exterior e gestores públicos para aumentar e qualificar a base exportadora brasileira.
As instituições parceiras do PNCE que oferecem e promovem ações para atender as demandas locais de promoção da cultura exportadora no país são: Apex-Brasil, Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Banco da Amazônia, Banco do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento, Econômico e Social (BNDES), Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Caixa Econômica Federal, Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sebrae, Senac, Empresa de Correios e Telégrafos (ECT), Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar