Quando sobram vagas por falta de qualificação profissional

Em: 14 de maio de 2008
A Setrab (Secretaria de Estado do Trabalho) divulgou nesta quarta-feira números otimistas com relação ao aumento na geração de emprego no Amazonas.
A Setrab (Secretaria de Estado do Trabalho) divulgou nesta quarta-feira números otimistas com relação ao aumento na geração de emprego no Amazonas.

A Setrab (Secretaria de Estado do Trabalho) divulgou nesta quarta-feira números otimistas com relação ao aumento na geração de emprego no Amazonas. Os indicadores do Sine regional mostram que o Estado pode alcançar no primeiro semestre do ano um recorde absoluto, já que nos quatro primeiros meses registrou um aumento de 186% em relação ao mesmo período do ano passado. Mas faltaram vagas a ser preenchidas.
Os melhores desempenhos se verificam nos setores industriais, como no pólo de duas rodas, de eletroeletrônicos e da construção civil, além dos segmentos de limpeza e manutenção, que apresentaram maior relevância em contratações.
A falta de qualificação ainda é o grande gargalo na oferta, tendo em vista as indústrias de alta tecnologia instaladas no PIM.
O número de vagas deixadas em aberto por falta de mão-de-obra qualificada, que passou de 2,29 mil para 2,73 mil, é um fato que revela um certo desencontro nas políticas de formação profissional.
Embora já se tenha em Manaus ­algumas instituições qualificadas para o ensino profissionalizante, ainda faltam mecanismos que facilitem o acesso a esse aprendizado.
A juventude da periferia e do interior, principalmente, que se constitui o grande filão de mão-de-obra para as fábricas do distrito industrial, ainda vivem um processo de exclusão em relação à escola de formação profissional. Tanto que a ­maioria dos jovens que chegam às fábricas com a intenção de seguir carreira, acaba vencida pelo tempo e a pela exclusão do aprendizado.
Num mundo em que as tecnologias se renovam e se modificam a uma ­velocidade eletrônica, a formação e ­qualificação da mão-de-obra devem ser um processo contínuo e dinâmico, de modo que o equilíbrio entre demanda e oferta de força de trabalho não sofra ­solução de continuidade por falta de sua matéria prima.
Já que a secretaria de governo res­ponsável pelo atendimento a essa demanda estima a necessidade de mais de 15 mil novos postos de trabalho até o final deste ano, suas políticas devem ser voltadas com ênfase ao suprimento dessa necessidade. Do contrário, vamos continuar deixando de empregar por falta de pessoas qualificadas.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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