Quase 29 mil reclamações e denúncias

Em: 22 de setembro de 2010
Queixas de investidores do mercado de capitais geraram abertura de 457 processos administrativos
Queixas de investidores do mercado de capitais geraram abertura de 457 processos administrativos

De janeiro a junho deste ano a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) recebeu 28.932 reclamações e denúncias dos investidores do mercado de capitais que geraram a abertura de 457 processos administrativos, dos quais 282 vieram de atendimentos feitos por meio da internet. As informações constam do primeiro Boletim Semestral de Orientação e Defesa ao Investidor (Prodin), divulgado na segunda-feira, 20. O número representa mais da metade dos atendimentos feitos pela CVM no ano passado, de 48.679.
As queixas relativas à negociações com valores mobiliários lideraram os assuntos reclamados nos processos abertos em decorrência de denúncia de investidores, correspondendo a 35,73% do total. O superintendente de Proteção e Orientação aos Investidores da CVM, José Alexandre Vasco, disse à Agência Brasil que as reclamações envolvem a transmissão ou execução de ordens incompletas. “Há casos também de operações realizadas sem o conhecimento do investidor. Esse é um dos casos que geram a abertura de processos, para que se averigue se aquilo de fato ocorreu”, disse.

Fundos de investimento

Em seguida, aparecem as reclamações sobre os fundos de investimento, das quais grande parte é referente ao Fundo 157 (15,17%), dificuldades na obtenção de informações sobre posição acionária (10,80%), demora na transferência de ações (7,46%), ofertas irregulares (5,14%) e medidas adotadas por controlador ou administrador de companhia (3,34%). Esse tipo de processo resultante de reclamações de investidores está disponível para consulta no site da CVM, destacou Vasco.
A TOV Corretora deteve o maior número de processos instaurados no primeiro semestre deste ano (36 ou 9,25% do total). Seguem-se o conglomerado Banco do Brasil, com 33 processos; o Grupo Bradesco (29 processos); Itaú Unibanco (19 processos). A distribuidora de títulos e valores mobiliários BNY Mellon e o conglomerado Banif aparecem entre os que tiveram o menor número de processos (9) no período pesquisado, equivalente a 2,31% do total cada um.
Um dos objetivos da CVM é orientar cada vez melhor o investidor para que ele possa saber atuar no mercado de capitais. Vasco lembrou que a primeira publicação de alerta ao investidor da CVM, feita em agosto do ano passado, abordou o mercado Forex, que abrange operações virtuais baseadas na compra e venda simultânea de moedas aos pares.
“Chegamos à conclusão da necessidade dessa publicação para orientar os investidores a partir das reclamações recebidas do público”, disse. Segundo o superintendente, esse conjunto de denúncias recebidas do cidadão ajuda a orientar não apenas a supervisão, mas a própria atividade educacional da CVM”, encerrou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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