Quatro em dez empresas brasileiras pretendem contratar trabalhadores no primeiro trimestre do ano que vem. É o que mostra pesquisa da ManpowerGroup, empresa especializada em soluções de mão de obra, com 851 empregadores do país.
O levantamento mostra que 7% dos entrevistados disseram que não irão contratar no período.O trabalho foi feito em quatro Estados — Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo — e envolveu oito dos maiores setores contratantes.
Segundo Riccardo Barberis, diretor-executivo da consultoria, “os resultados mostram que os empregadores continuam confiantes na economia brasileira, mesmo com a desaceleração e a crise na Europa”.
O comércio apresentará desaceleração na intenção de contratação — de 44% para 37% –, comparado ao primeiro trimestre de 2011. “Após grandes picos de crescimento, o mercado volta agora para o seu novo normal, ou seja, um sistema de ciclos curtos e com alto nível de imprevisibilidade”.
Segundo o especialista, porém, não há com o que se preocupar, já que nos últimos anos a demanda interna aumentou e muitas pessoas, com ganho maior, passaram a consumir mais -fato que não acontece na economia europeia, por exemplo.
Para Barberis, o trabalhador tem possibilidade de escolha. “Desde que o candidato mantenha-se apto, tem a chance de escolher onde quer trabalhar, e isso envolve os valores e a cultura da empresa”.
Terceirização
Pesquisa feita pelo Sindicato das Prestadoras de Serviço mostrou que as contratações de profissionais para empresas terceirizadas crescem 11% a cada ano. Os salários também tiveram alta nos últimos anos. Em 1985, a média recebida pelos empregados das prestadoras de serviço era 544 reais. Em 2010 o valor tinha aumentado para 972 reais.
Numa indústria de tratores de Suzano, por exemplo, vários setores são tercerizados. Há sete anos, a cozinha é de responsabilidade de uma empresa especializada em alimentação. Assim, administração precisa pensar apenas na produção das máquinas.







