No momento em que se comemora a instalação de uma comissão especial no Congresso Nacional para tratar da prorrogação dos benefícios da Zona Franca de Manaus por mais 50 anos é preciso que os governantes e autoridades envolvidas no processo façam uma avaliação do Modelo implantado há 46 anos no nosso Estado para que os rumos desses próximos 50 anos sejam redirecionados, principalmente para o interior. Já passou da hora de o homem ribeirinho também colher os frutos de um projeto vitorioso em vários aspectos, mas que ainda não conseguiu saldar uma dívida social para com o povo, mais especificamente o hinterland. Vamos lutar pela prorrogação, mas temos que fortalecer ainda mais a luta pela interiorização. Não é mais possível ver um Estado tão rico com um povo tão pobre. Um Estado de dimensões continentais e uma enorme desigualdade na distribuição das riquezas. Um Estado que pode abastecer o Brasil na produção de alimentos com o aproveitamento das várzeas e do pescado, no setor mineral, na produção dos fármacos e mais uma infinidade de recursos podem ser explorados, levando-se em consideração todo o processo sustentável e a utilização de novas tecnologias. Esse mesmo potencial, nos mostra o quanto podemos ser auto suficientes e deixarmos de sermos mendigos de luxo, batendo às portas de Brasília todas as vezes que o modelo for ameaçado por uma autoridade paulista. O que nos falta é a criação de políticas públicas para que o ribeirinho tenha no próximo meio século uma vida melhor, bem melhor do que foi até agora.
Que o interior do Estado também se beneficie dos próximos 50 anos da ZFM
Em: 20 de março de 2013
Já passou da hora de o homem ribeirinho também colher os frutos de um projeto vitorioso em vários aspectos, mas que ainda não conseguiu saldar uma dívida social para com o povo, mais especificamente o hinterland
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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