Queda de preços gera desconfiança em Manaus

Em: 1 de junho de 2011
Os preços do etanol e da gasolina tiveram uma queda desde segunda-feira, 30. Diferente do que aconteceu no início do mês, quando o valor do litro chegou a R$ 3,07, alguns postos chegaram a cobrar de R$ 2,39 a R$ 2,60 pelo litro do combustível
Os preços do etanol e da gasolina tiveram uma queda desde segunda-feira, 30. Diferente do que aconteceu no início do mês, quando o valor do litro chegou a R$ 3,07, alguns postos chegaram a cobrar de R$ 2,39 a R$ 2,60 pelo litro do combustível

Os preços do etanol e da gasolina tiveram uma queda desde segunda-feira, 30. Diferente do que aconteceu no início do mês, quando o valor do litro chegou a R$ 3,07, alguns postos chegaram a cobrar de R$ 2,39 a R$ 2,60 pelo litro do combustível. Foi uma queda de cerca de 4%, que ajudou a dar um alívio no bolso do consumidor. Mas, muitos não acreditam na baixa e acham que é apenas uma estratégia para que o setor de combustível deixe de ser alvo de tantas críticas como vem ocorrendo nos últimos meses.
A ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) calculou os preços médios da gasolina e etanol anidro, respectivamente em R$ 2,81 e R$1,69. Segundo o levantamento, os combustíveis no Amazonas foram pesquisados em 121 postos. O preço médio foi de R$ 2,74 e o preço mínimo de R$ 2,69, com máxima de R$ 3,04 na revenda ao consumidor. Para as distribuidoras, o preço mínimo foi de R$ 2,35 e o máximo de R$ 2,64. A pesquisa foi realizada no intervalo entre 22 a 28 de maio.

Estratégia combinada

Os consumidores de Manaus expressaram uma certa preocupação por considerarem a baixa no valor cobrado pelo litro uma estratégia dos postos de Manaus para deixarem de ser alvo de críticas.
O jornalista e assessor governamental Antônio Lopes, que mora no Conjunto Augusto Montenegro, Zona Oeste, avalia que há uma “combinação de preço” pelos postos localizados ao longo da Estrada dos Franceses. “Eles estão baixando pelo menos R$ 0,01 a cada dia. Mas, vi que eles estão combinando preço, porque naquela área o valor do litro da gasolina é o mesmo em todos os postos”, opinou.
O funcionário público Carlos Fagundes transita diariamente pela Avenida Djalma Batista e disse que naquela área o preço da gasolina estabilizou, mas não caiu. “O que vejo é que o valor da gasolina em postos grandes, como o 700, nunca caem o bastante. Eles aumentam tudo o que podem para depois baixarem aos poucos. Mas a baixa é muito pequena, quase não faz diferença no bolso”, desabafou.
O designer e empresário do setor de construção civil Fabrício Araújo diz que não acredita na queda de preços. Para ele, essa é apenas uma “jogada” dos empresários. “Queda no preço da gasolina, deve ser piada, né? Acho que eles aumentam o valor e depois baixam um pouco só para dizer que teve queda. É uma palhaçada. E, olha que eu sempre procuro o preço mais barato!”, reclamou.
Procurado pelo Jornal do Commercio, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo, Lubrificantes, Álcoois e Gás Natural do Amazonas, Luis Felipe de Moura Pinto, voltou a se esquivar da discussão.“O Sindicato não discute preço. O mercado é livre. É até contra lei discutir preço”, finalizou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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