Queda na conta em 2013 deve ser menor

Em: 5 de dezembro de 2012
A redução da conta de luz em 2013 deve ficar menor do que o anunciado pela presidente Dilma Rousseff em cadeia nacional de rádio e TV no início de setembro
A redução da conta de luz em 2013 deve ficar menor do que o anunciado pela presidente Dilma Rousseff em cadeia nacional de rádio e TV no início de setembro

A redução da conta de luz em 2013 deve ficar menor do que o anunciado pela presidente Dilma Rousseff em cadeia nacional de rádio e TV no início de setembro. Mas a culpa não é da União, na avaliação do governo federal, mas das companhias estaduais de energia elétrica dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná – Cesp, Cemig e Copel, respectivamente.
Essas companhias não aceitaram os termos propostos por Dilma.
Sem a adesão destas empresas, a redução da conta de energia elétrica será de 16,7% em média, e não 20,2%, como desejava o governo federal. Ao dizer não para o governo federal, essas concessionárias continuarão vendendo energia pelos contratos atuais, embaralhando os cálculos iniciais do governo federal. Os técnicos do Ministério de Minas e Energia não desistiram de alcançar o corte anunciado por Dilma – o governo vai estudar alternativas.
“A decisão dessas empresas, principalmente as companhias de São Paulo e Minas Gerais, de não renovar seus contratos sob novas bases, é a causa de, hoje, não podermos anunciar o corte na conta de luz pretendido pelo governo federal”, disse, ontem, o secretário-executivo de Minas e Energia, Márcio Zimmerman.
Os técnicos desconversaram quando questionados sobre uma eventual influência política das empresas, que pertencem a administrações estaduais comandadas pela oposição ao governo federal. Os governadores dos três Estados pertencem ao PSDB, que faz oposição a Dilma. Na segunda-feira, o senador Aécio Neves (MG), ex-governador do Estado (2003-2010), foi lançado pelo partido como pré-candidato à sucessão de Dilma nas eleições de 2014.
Momentos antes do anúncio do governo, Aécio Neves (PSDB-MG) subiu à tribuna do Senado para questionar o modo como Dilma tratou as concessionárias de energia e pedir respeito ao Congresso.
Os técnicos do governo também destilaram críticas à decisão tomada por Cesp, Cemig e Copel. “Essas companhias privilegiaram seus acionistas, e não a população brasileira”, afirmou Zimmerman. Segundo o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, a opção dessas companhias não foi “a melhor, mesmo do ponto de vista empresarial”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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