Queda na produção física da indústria no AM

Em: 9 de dezembro de 2010
Após o ‘esquenta’ provocado pelas encomendas para o fim de ano, o PIM (Polo Industrial de Manaus) continua esfriando o ritmo de produção de bens
Após o 'esquenta' provocado pelas encomendas para o fim de ano, o PIM (Polo Industrial de Manaus) continua esfriando o ritmo de produção de bens

Após o ‘esquenta’ provocado pelas encomendas para o fim de ano, o PIM (Polo Industrial de Manaus) continua esfriando o ritmo de produção de bens. A pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que as empresas do Distrito frearam em média 3,3% o ritmo da linha de produção em outubro, na comparação com setembro. Além do Amazonas, oito lugares também fabricaram menos, como Paraná (-7,6%), Ceará (-5,9%) e São Paulo (-0,5%).
Para fazer o cálculo, o IBGE utiliza uma base de análise taxada em 100. Em outubro, o índice atingiu 134,69%. Esta é a menor percentagem registrada desde julho de 2009, quando ficou em 127,16%. O instituto leva em consideração 11 ramos da indústria do Estado e de acordo com a pesquisa, as empresas com produtos químicos e a indústria extrativa foram as que mais reduziram a produção em outubro. A primeira enxugou 16,03% e segunda 57,56% no confronto com o mês anterior.
Em relação a outubro de 2009, as indústrias extrativas também estão entre as com maior variação, aproximadamente 9,5%, este mesmo índice manteve-se em 8,6%. O segmento de materiais eletrônicos e equipamentos de comunicação também fabricaram menos no Amazonas (-8,4%).

Causa dos resultados

A explicação para essa “freada” no PIM, na fabricação de produtos, deve-se, em parte, ao menor número de pedidos da indústria para os próximos meses de 2011. Para os representantes do setor, o dado do IBGE não é alarmante, pois é considerado um processo normal.
“Houve um crescimento de consumo no mercado e uma expectativa para isso, então as indústrias se prepararam para abastecer o mercado. Agosto e setembro são picos para alguns segmentos da indústria e por isso muitas fábricas aumentam sua produção para tentar entregar os produtos para as vendas de fim de ano. Então é comum que elas produzam menos agora já que elas entregaram os pedidos”, esclareceu o presidente do Cieam (Centro das Indústrias do Amazonas), Mauricio Loureiro.
Loureiro também afirma que o transporte do produto é outro fator que influencia na logística de abastecimento do mercado. Algumas empresas operam com uso de navios e por isso elas calculam um tempo a mais para entregar os pedidos, o que as obriga a acelerar o ritmo. Já aquelas que utilizam o transporte aéreo, geralmente as de produtos de menor tamanho, podem ter um prazo mais longo.
Isto explica o porquê, apesar das indústrias de matérias eletrônicos e equipamentos de comunicação, estarem com uma produção mais lenta quando comparado com outubro de 2009, está em alta neste ano. Ela obteve 134,12 pontos, o que representa 34,12% a mais em outubro na produção física do Amazonas.
No acumulado de outubro de 2010 a outubro de 2009, o setor industrial do Amazonas mostrou redução de 2,1%, com quatro dos onze ramos investigados apontando taxas negativas. A principal influência negativa foi observada na área de alimentos e bebidas (-21,2%), por conta da queda na fabricação de preparações em pó e em xarope para elaboração de bebidas, vindo a seguir material eletrônico e equipamentos de comunicações (-8,4%), pressionado grande parte pela redução na produção de telefones celulares.
Dentre os 14 locais investigados pelo IBGE, apenas quatro tiveram crescimento em produção física na análise de setembro para outubro de 2010. Os Estados que deram um fôlego a mais na indústria brasileira foram a Bahia (5,4%) e o Espírito Santo (3,8%). Os outros resultados de alta foram observados no Rio de Janeiro (0,7%) e em Minas Gerais (0,1%), enquanto Santa Catarina (0,0%) repetiu o patamar do mês anterior (105,70).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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