Queima de palha de cana-de-açúcar em SP pode acabar até o ano de 2012

Em: 30 de julho de 2009
De abril a julho deste ano, na região de Ribeirão Preto (SP), cerca de 260 mil hectares de cana-de-açúcar já foram queimados. Essa área equivale, aproximadamente, a 2,6 mil vezes o gramado do maior estádio do país, o Maracanã
De abril a julho deste ano, na região de Ribeirão Preto (SP), cerca de 260 mil hectares de cana-de-açúcar já foram queimados. Essa área equivale, aproximadamente, a 2,6 mil vezes o gramado do maior estádio do país, o Maracanã

De abril a julho deste ano, na região de Ribeirão Preto (SP), cerca de 260 mil hectares de cana-de-açúcar já foram queimados. Essa área equivale, aproximadamente, a 2,6 mil vezes o gramado do maior estádio do país, o Maracanã. Apesar dessa prática na pré-colheita da cana ter sofrido uma queda de quase 43% em comparação com o mesmo período de 2008, a queimada ainda continua oferecendo os mesmos riscos para a saúde da população local e também ao meio ambiente
Estudos do Instituto de Química da UNESP/Araraquara afirmam que o material resultante da queima que fica em suspensão no ar é mutagênico e cancerígeno. Com o ar mais seco, aumenta consideravelmente o risco de as pessoas adoecerem.
“No período das queimadas (de abril a novembro), o número de internações na rede pública de saúde aumenta em 3,5 vezes, principalmente entre crianças e idosos”, disse a deputada estadual Vanessa Damo (PV-SP), que no final do mês de março apresentou na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo um projeto de lei pedindo o fim da queima da palha nos próximos três anos. “Não podemos mais adiar a solução para esse problema. As pessoas e o ambiente estão adoecendo”, alertou a deputada.
O projeto de lei apresentado por prevê várias etapas para o fim da queima. Em terrenos de até 150 hectares e com declividade igual ou inferior a 12% (que permitem a adoção de técnicas de mecanização da atividade), 75% da área cortada deve ter a queima eliminada até 2010. Para 2011, essa margem deve saltar para 85%, chegando a 100% em 2012. Para os terrenos onde a mecanização é inviável (que têm declividade superior a 12%), os prazos são: 55% até 2011, 75% até 2013 e, finalmente, 100% até 2014.
Durante esse tempo de adequação, a deputada também quer que seja obrigatória a queima da palha somente no período da noite, entre o pôr e o nascer do sol, quando a temperatura ambiente é mais amena, além de exigir licença ambiental prévia para cada terreno. “Com essa nova medida, que já foi aprovada, avançamos um pouco para garantir mais qualidade de vida à população que vive nessas áreas de plantio. Agora vamos continuar trabalhando para que todas as outras medidas propostas também sejam logo aprovadas”, concluiu ela.

Redação

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