Quem é quem?

Em: 21 de dezembro de 2017
Possivelmente a relação entre poderosos e explorados em uma sociedade dividida e desigual justifique este modelo se mantendo por tanto tempo
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Possivelmente a relação entre poderosos e explorados em uma sociedade dividida e desigual justifique este modelo se mantendo por tanto tempo

Durante muito tempo os brasileiros se acostumaram a não entender direito o que acontece com suas vidas e principalmente com suas histórias. Por vezes as coisas ameaçam se colocar em seus lugares e logicamente parece que todos vão aprender como tudo acontece mas não demora para que algo exploda a ansiedade popular e populista que forma a nação brasileira e tudo se estraga voltando ao estado de bagunça que tantos preferem manter.

Possivelmente a relação entre poderosos e explorados em uma sociedade dividida e desigual justifique este modelo se mantendo por tanto tempo. O que fica difícil de entender é a vontade com que uma grande parcela da população teimosamente defende este modelo mesmo que fazendo parte daqueles que mais sofrem com ele. Parece que o pesadelo do colonialismo ficou mais “entravado” na alma brasileira do que se pensa, como que um trauma social que teima em não se dissipar nem mudar mesmo com a evolução social que acontece em toda parte do mundo.

Nos dias atuais, quando se busca desesperadamente heróis substitutos para as frustrações que enganaram a boa fé do povo e destruíram as esperanças que haviam surgido por um período tão curto que o povo deve ter pensado que era apenas um sonho no qual não deveria acreditar. Afinal muita gente até hoje acha difícil acreditar que um Plano Econômico tenha revertido uma situação de quase três mil por cento de inflação anual para menos de vinte, além de tirar quase cinquenta por cento da população da pobreza, dando-lhes emprego, renda e dignidade. Tudo isto em menos de um ano.

Surgiram heróis prometendo paraísos que viraram novos infernos e hoje, depois de termos chegado a possuir a terceira moeda mais valorizada do mundo, acreditem, estamos com quatorze milhões de brasileiros desempregados e o IBGE, órgão do governo, anuncia a triste estatística de que vinte e cinco por cento da população de nosso país, vejam bem, um quarto dos brasileiros, estão vivendo abaixo da linha da pobreza. O termo “abaixo da linha da pobreza” é uma maneira leve de designar a MISÉRIA!
Enquanto isto nosso povo assiste aos mais absurdos embates institucionais e constitucionais, quando deputados vendem votos para aprovar ou atrasar a aprovação da Reforma da Previdência sem discutir se a mesma é necessária ao país ou ao povo. A questão principal para estes detratores da pátria é mudar a proposta para beneficiar os servidores públicos, principalmente aqueles que ganham maiores salários e trabalham menos pelo povo.

Ao se aproximar o final do ano, quando os mais necessitados tentam buscar uma nesga de força no significado do natal e na esperança de mudanças no ano que se aproxima, uma enxurrada de absurdos explode na mídia mostrando que a coisa é bem pior do que se imagina. O judiciário, o mesmo poder que trouxe uma esperança com o grupo da Lava jato e que o povo já havia elegido o herói Moro, começou a despejar absurdos com os Ministros do STF, que estão entre aqueles que ganham salários absurdos na desigualdade socioeconômica brasileira e que deveriam defender a aplicação da lei e no entanto começaram a cometer verdadeiros crimes de defesas de amigos ou partidários.

Na ultima sessão do plenário do Supremo Tribunal Federal, o ministro Gilmar Mendes, que está descaradamente depravando a imagem do judiciário, cancelou a condução coercitiva e cortaram algumas das poucas medidas que o governo tentou para equilibrar as contas públicas. Logicamente tem muito a se fazer como cortar gastos desnecessários inclusive com a eliminação deste sistema absurdo de quase quarenta partidos que onera o país com salários de parlamentares e suas vantagens que somente nosso país proporciona. A ação dos Ministros do STF estão frustrando quem ainda acreditava em uma saída honrosa ou alguma medida mais rápida e justa para nosso país, mas com estes senhores agindo desta forma fica a pergunta: QUEM É QUEM?

Orígenes Martins

É professor, economista, mestre em engenharia da produção, consultor econômico da empresa Sinérgio
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