Rádio e Cinema

Em: 23 de setembro de 2014
O cinema falado nunca dará certo. É barulhento demais e impede que as pessoas durmam durante o filme
O cinema falado nunca dará certo. É barulhento demais e impede que as pessoas durmam durante o filme

O rádio surgiu em fins do século 19 como a primeira forma eletrônica de difusão de informação de massa. Mas, somente por volta de 1914 foi que começaram as transmissões com voz humana. O cinema é contemporâneo do rádio, também surgiu no final do século 19, em 1895. Mas, o que tem a ver rádio com cinema? Nada! É evidente! São dois veículos completamente diferentes, com funções diferentes e sem nenhuma influência de um sobre o outro. Esta afirmativa não é verdadeira! Nos anos 1930, foram várias as relações que se estabelecem entre rádio e cinema no Brasil. Mas não só no Brasil. Nos idos daquela década, a exemplo do que acontecia em vários países como nos Estados Unidos e na Argentina, os cantores que se apresentavam nas rádios, os locutores, os técnicos, textos e narrativas que tinham no rádio seu principal veículo de divulgação, bem como programas e formas de relacionamento com o público migraram do rádio e passaram a ser utilizados pelo cinema como forma de acomodar a introdução do som nas películas dos filmes. Especificamente no Brasil o gênero musical samba e “os cantores e cantoras do rádio”, que faziam sucesso nos programas radiofônicos como astros e rainhas, migraram para o cinema. Assim, o cinema brasileiro que já se servia desde sua origem das folias carnavalescas, naquele período de transição para o cinema falado passa também a se servir do rádio e de seus principais conteúdos: o samba e seus cantores. Filmes como “Favella dos Meus Amores” de Humberto Mauro, de 1935 e “Alô, Alô Carnaval”, de Adhemar Gonzaga, de 1936, são belos exemplos da influência do rádio no cinema brasileiro, que valem à pena serem assistidos. No dia 21 de setembro comemora-se o Dia do Radialista e no dia 25, o Dia do Rádio em homenagem à data do nascimento de Roquete Pinto – o “Pai do Rádio Brasileiro”. Fica aqui nossa homenagem a esses grandes pioneiros da comunicação e das artes através dos meios eletrônicos. Até o próximo encontro!

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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