O exame de raio-X da mão e do punho, conhecido por radiografia carpal permite ao profissional averiguar se o adolescente está vivendo ou não o surto do crescimento puberal, também chamado de curva de velocidade do crescimento. “Sabe quando o garoto ou a menina dão aquela espichada? Este é o surtodo crescimento”, ensina o professor. Com duração de dois anos, esta fase de transformações físicas e fisiológicas define as características sexuais de cada gênero. Ocorre entre os nove e 14 anos nas mulheres e entre os dez e 16 anos nos homens.
Na população feminina há uma evidência que marca o estágio de crescimento da adolescente. É a menarca, nome dado à primeira menstruação, que ocorre quando faltam de seis meses a um ano para a curva de velocidade do crescimento ser concluída. “Como hoje as meninas estão menstruando com nove ou dez anos, é um grande prejuízo estético, funcional e psicológico se esperar até os 18 anos para se fazer um implante”, diz Ricardo Vadenal.
Já a mineralização dos dentes (calcificação) pode ser auferida por uma radiografia que vai revelar a idade dentária da pessoa. “Quando os dentes estão mineralizados e a curva do crescimento está completa, a distância entre os caninos está definida e não haverá mudança do perímetro do arco dentário na região anterior, permitindo-se a realização segura do implante”, observa o professor. Caso contrário, o cirurgião-dentista deverá aguardar até o adolescente atingir as condições ideais para instalar o implante.
Implantes
Embora não haja dados nacionais e internacionais precisos, os implantes em adolescentes são considerados incomuns. Coordenador de cursos de Especialização em Implantodontia da Facsete ( Faculdade de Tecnologia de Sete Lagoas), MG, Ricardo Vadenal informa como amostragem, que dos 714 implantes realizados por alunos dessa instituição, no Curso da Unidade de São Paulo (2009-2011), apenas cinco foram em adolescentes, o equivalente a 0,7% do total.







