O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) de 31 de janeiro apresentou variação de 1,01%, caindo 0,02% na comparação com a taxa de 1,03% registrada em 22 de janeiro. Com este resultado, o indicador acumula alta de 5,95%, nos últimos 12 meses, segundo pesquisa divulgada pela FGV (Fundação Getúlio Vargas).
De acordo com o assessor econômico e membro da diretoria da Fecomércio (Federação do Comércio do Amazonas), José Fernando Pereira da Silva é preocupante a variação de 1,01% registrada na primeira quadrissemana do ano em comparação com o previsto pelo Governo Federal que manteve o crescimento real do PIB (Produto Interno Bruto), em 4,5% para 2013. “Trata-se do viés de alta que está sinalizando que a inflação será superior aos 4,5% estimado pelo Governo Federal para este ano”, alerta.
Para o Amazonas, José Fernando estima que a tendência do viés de alta, continuará com o recente aumento do valor da gasolina. Que deverá desencadear um aumento em cadeia em todos os setores da economia do Estado, extensivo para todo o país.“Tal aumento será percebido em todas as áreas, seja no custo do frete, nas passagens aéreas primeiramente, e em Manaus as bombas de abastecimento de combustíveis já subiram os valores acima do divulgado pelo Governo Federal”, observou o especialista em economia.
Variação do índice
Houve decréscimo na variação de duas das oito classes de despesa que compõem o índice: a Habitação caiu de 0,42% para -0,17% e a Saúde e Cuidados Pessoais de 0,47% para 0,40%. Destaque para o comportamento de dois itens: tarifa de energia elétrica baixou de-0,43% para -5,19% e artigos de higiene e cuidado pessoal de -0,17% para -0,48%, nesta ordem.
Em contrapartida, registraram acréscimo em suas taxas de variação os grupos: Educação, Leitura e Recreação de 2,80% para 3,99%; Alimentação de 2,08% para 2,18%; Despesas Diversas de 3,82% para 4,22% e Vestuário de 0,17% para 0,29%. Nestas classes de despesa, os destaques partiram dos itens: Cursos Formais com crescimento de 5,87% para 8,11%; Hortaliças e Legumes de 16,81% para 20,02%, Cigarros de 8,35% para 9,31% e Roupas de -0,31% para -0,11%.
Os grupos Transportes e Comunicação repetiram as taxas de variação registradas na última apuração de 0,20% e 0,02%, respectivamente. Apesar da estabilidade nas taxas de variação, foi registrado o comportamento dos itens: Automóvel Novo passou de 0,75% para 1,11% e Mensalidade para Internet de 0,39% para 0,48%.
A inflação medida pelo IPC-S desacelerou de 1,03% para 1,01% em três das sete capitais pesquisadas na passagem da terceira para a última quadrissemana de janeiro, de acordo com a FGV.
Segundo o economista Francisco de Assis Mourão Junior, o aumento do salário mínimo desencadeará um aumento da mesma ordem nos dissídios coletivos das categorias trabalhistas. Já o aumento no custo dos combustíveis propiciará um efeito cascata nas tarifas de transporte urbano, que estão sendo mantidas pelos prefeitos recém eleitos, mas que sofrerão o impacto do reajuste ainda em fevereiro. O economista aproveitou a oportunidade para informar que o aumento do custo dos fretes de cargas deverá ser reajustado também em fevereiro motivado pelo aumento no custo do diesel. “As empresas do Pólo Industrial de Manaus devem se preparar para o aumento na tabela do frete de cargas, reflexo do reajuste do diesel sobre a tabela deste mês”, antecipou Mourão Junior.
Foi registrada desaceleração de preços em Salvador de 1,07% para 0,93%, Rio de Janeiro de 1,05% para 0,88% e São Paulo de 1,02% para 0,98%. Mas, o inverso ocorreu nas outras quatro capitas. Com aceleração de preços em Belo Horizonte de 1,24% para 1,29%, Brasília de 1,01% para 1,27%, Recife de 1,16% para 1,17% e Porto Alegre de 0,87% para 0,92%.
O índice foi calculado com base nos preços coletados entre os dias 01 de janeiro de 2013 e 31 de janeiro de 2013, comparados aos coletados entre 01 de dezembro de 2012 e 31 de dezembro de 2012, pela FGV.







