Receita bate mais um recorde na arrecadação de impostos em setembro

Em: 18 de outubro de 2007
O episódio tem sido comum nos últimos meses, o que ajuda a explicar o resultado dos nove primeiros meses do ano, R$ 381,487 bi-lhões
O episódio tem sido comum nos últimos meses, o que ajuda a explicar o resultado dos nove primeiros meses do ano, R$ 381,487 bi-lhões

O total de impostos e contribuições arrecadados pela Receita Federal bateu mais um recorde no mês passado. A arrecadação foi a maior já registrada para um mês de setembro, R$ 48,480 bilhões. O episódio tem sido comum nos últimos meses, o que ajuda a explicar o resultado dos nove primeiros meses do ano, R$ 381,487 bi-lhões, também recorde e um aumento de quase 10% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em setembro, a arrecadação apresentou um crescimento real -já descontada a inflação- de 4,14%. Na comparação com o mês anterior, foi registrada uma queda de 0,53% -decorrente do menor número de dias úteis e de um recolhimento atípico em agosto.

Sem levar em conta a receita previdenciária, o Imposto de Renda e a Cofins (Contribuição para o Financiamento da Segu-ridade Social) são os tributos mais representativos em volu-me, R$ 11,338 bilhões e R$ 9,194 bilhões, respectivamente, crescimento de 1,6% e 6,43%.

A Receita destaca o crescimento da arrecadação do IPI (Imposto sobre Produtos Indus-trializados) vinculado aos automóveis, de 40,5%. O desempenho é reflexo das vendas de automóveis, que subiram 23,4% até setembro.
As demais receitas administradas como privatizações e parcelamentos, apresentaram uma elevação no mês de 107%. Os motivos para esse aumento foram os depósitos judiciais de R$ 420 milhões de empresas do setor de metalurgia, recuperação de créditos de exercícios dentro do Paex (Parcelamento Excepcional) -mais conhecido como Refis 3- e o crescimento da arrecadação das loterias de 54,26%. Ao todo, essas receitas totalizam R$ 6,358 bilhões.

Já as contribuições previdenciárias somaram R$ 12,430 bi-lhões, valor 6,35% superior ao mesmo mês de 2006. Ano
De janeiro a setembro, entraram nos cofres da União R$ 429,967 bilhões em impostos e contribuições. Levando em conta a inflação do período, o valor fica em R$ 435,011 bi-lhões, um crescimento real de 9,71%. As contribuições previdenciárias totalizaram R$ 96,029 bilhões, aumento de 9,94%.

A CPMF foi responsável em nove meses por uma arrecadação de R$ 26,962 bilhões, um crescimento de 10,61%.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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