Rede está estrangulada, admite AM Energia

Em: 11 de agosto de 2011
Cortes de energia constantes em bairros diferentes de Manaus voltam a importunar o consumidor. Para prestar contas sobre o transtorno, a Eletrobras Amazonas Energia compareceu na última terça, 9, na CMM (Câmara Municipal de Manaus).
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Cortes de energia constantes em bairros diferentes de Manaus voltam a importunar o consumidor. Para prestar contas sobre o transtorno, a Eletrobras Amazonas Energia compareceu na última terça, 9, na CMM (Câmara Municipal de Manaus).

Cortes de energia constantes em bairros diferentes de Manaus voltam a importunar o consumidor. Para prestar contas sobre o transtorno, a Eletrobras Amazonas Energia compareceu na última terça, 9, na CMM (Câmara Municipal de Manaus).
Em entrevista ao Jornal do Commercio, o assistente da diretoria de operação da Amazonas Energia, Camilo Gil Cabral, explanou sobre os gargalos da rede de distribuição da cidade.
“Nosso grande problema em relação à distribuição é o aumento da demanda. É muito complexo manter o monitoramento de tudo que acontece na rede ao mesmo tempo”, justificou.
Ele admite que existem falhas operacionais relacionadas ao balanceamento da rede, mas afirma que uma das principais causas dos desligamentos se deve a problemas de sobrecarga dos transformadores. “Se o consumidor compra uma televisão, um ar condicionado, a carga utilizada aumenta. No momento em que tomamos conhecimento, avaliamos e, se acharmos necessário procedemos a troca do transformador por um de maior potência. Com isso, é necessária a troca das bitolas do cabo e, para tanto, é preciso interromper a energia. Por isso parte dos desligamentos ocorre”, explicou.
Além disso, segundo ele, o crescimento dos consumidores clandestinos e os desligamentos programados para a instalação do ‘Rede Limpa’ também contribuem para o quadro atual.
“O estrangulamento na distribuição está ocorrendo por conta de alguns atrasos nas obras que têm deixado o prazo apertado. Resolver problemas na distribuição demanda mais tempo em relação à área de geração de energia”, argumentou.

Desligamentos programados

De acordo com a Amazonas Energia, os desligamentos programados são necessários para ampliação de subestações e implantação de novas redes no sistema elétrico.  Segundo Cabral, a empresa está investindo na construção de subestações e na manutenção da rede.
Em junho deste ano a concessionária anunciou a ampliação de cinco subestações – Jaraqui (+26 MVA), Santa Etelvina (30 MVA), Manaus (26MVA), Ponta do Ismael (26 MVA), e Multirão (26 MVA) – que devem representar 134 MVA a mais de potência nos transformadores que percorrem a cidade. Conforme informado anteriormente, o investimento deverá ser da ordem de R$ 1 bilhão até o fim do ano e de R$ 4,2 bilhões para os próximos quatro anos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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